Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Postura menos dovish do Fed confere suporte ao par dólar/real

Exterior volta a dar as cartas nesta semana com revés nas negociações EUA-China

A moeda americana encerrou a última semana em leve alta de 0,2%, cotada a R$ 3,939. Essa foi a quarta semana consecutiva de ganhos da divisa, que acumula valorização de 1,7% desde meados de abril.
Entre os principais fatores que contribuíram para a alta do par dólar/real na semana passada, destacam-se a sinalização menos dovish da decisão mais recente de política monetária do Federal Reserve, assim como os dados fortes da criação de emprego do mês de abril, que reforçam a leitura favorável para a economia americana em comparação com os outros dois grandes blocos econômicos mundiais: União Europeia e China. Internamente, os investidores se mantiveram em modo de espera devido à falta de novidades no radar da reforma da Previdência, visto que as atividades da comissão especial da Câmara foram interrompidas pelo feriado do Dia do Trabalho (1º) e só serão retomadas nesta terça-feira (7).

A fim de arregimentar mais apoio à reforma da Previdência, o governo deve anunciar nos próximos dias um conjunto de medidas econômicas para realinhar as relações entre estados e União. A expectativa é de que o “novo pacto federativo” seja apresentado em reunião com governadores nesta quarta-feira (8). As propostas que serão apresentadas preveem a partilha de ao menos 20% da cessão onerosa do pré-sal, divisão do fundo social das reservas para gastos com saúde e educação e novos critérios para os estados conseguirem financiamento.

Com o novo pacto, o Planalto espera conseguir apoio mais claro dos governadores à reforma da Previdência e entre 50 e 80 votos a mais na Câmara. Atualmente, os placares dos jornais Valor Econômico e O Estado de São Paulo indicam que a medida tem cerca de 200 votos favoráveis (incluindo aqueles parlamentares que apoiam o projeto de reforma da Previdência com ressalvas).

A segunda semana de maio se inicia com as atenções voltadas ao exterior, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar por meio de sua conta pessoal do Twitter que irá elevar para 25% as tarifas de importação sobre a totalidade das importações americanas de produtos chineses na próxima sexta-feira (11). A decisão foi acompanhada de crítica à lentidão no processo de negociação com o governo de Pequim, e contradiz comentários recentes do próprio presidente americano e da equipe de negociadores sobre o andamento das discussões. Na última semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmou que esperava que em breve as negociações se encaminhariam para uma definição, seja na forma de uma recomendação de proposta de acordo, ou de uma negativa à possibilidade de ambas as economias firmarem um acordo.

Os tuítes de Trump colocaram os mercados internacionais em modo de cautela na abertura desta semana, com perdas acentuadas nos índices acionários chineses e na maioria das bolsas europeias. Até o momento, continua nos planos a visita prevista da delegação chinesa a Washington para prosseguir com as discussões comerciais nesta semana, entretanto não se sabe se o primeiro-ministro adjunto, Liu He, oficial do governo de Pequim encarregado das negociações, participará desta rodada.

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