Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Agenda de Indicadores – Brasil (22 a 26 de outubro)

A penúltima semana de outubro deve ser marcada pela reta final do segundo turno das eleições presidenciais, com a divulgação de diversas pesquisas de intenção de voto. Entre os indicadores econômicos, os próximos dias reservam como destaques a publicação da prévia para os números da inflação ao consumidor de outubro, medida pelo IPCA-15, e o resultado do Tesouro Nacional para o mês de setembro.

Não são esperadas grandes mudanças nas pesquisas eleitorais que serão publicadas nos próximos dias, que devem reafirmar a expectativa de vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, no próximo domingo (28). De acordo com as sondagens realizadas na semana passada, Bolsonaro teria 59% dos votos válidos contra 41% de Fernando Haddad (PT). Os votos em Bolsonaro registram um percentual alto de decisão, de 95% de acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (18), o que sugere que o resultado do segundo turno já está bastante consolidado.

Bolsonaro é preferido pelos investidores por sua equipe econômica de viés mais liberal, comandada pelo economista Paulo Guedes, e pela expectativa de que seu governo promoverá reformas de ajuste fiscal. Fernando Haddad, por contraste, representa as escolhas de política econômica do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos, que são associadas pelo mercado com a recessão de 2015-16 e com repetidos anos de déficit fiscal  que colocaram a dívida do governo brasileiro em trajetória explosiva.

A expectativa é de que o IPCA-15 apresente aceleração no mês de outubro e avance 0,64% ante a alta de 0,09% de setembro. A medida de perda de poder de compra da moeda brasileira intensificou-se no último mês em função dos preços mais elevados da categoria Transportes, que tiveram alta de 1,69% em setembro puxada pela gasolina (de –1,45% em agosto para +3,94% em setembro) do etanol (de –4,69% para +5,42%) e do diesel (de –0,29% para +6,91%).

De acordo com o levantamento parcial do IGP-M, para o segundo decêndio de outubro, o grupo Transportes continua a ser a principal fonte de inflação ao consumidor, com alta de 1,31% ante 0,09% em setembro.

 

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