Matheus Costa

Matheus Costa

Formado em Engenharia Agronômica pela UFSCar. Trabalha na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2017 na área de Açúcar e Etanol.

Em Presidente Prudente, cana recupera-se de veranico e deve superar produtividade de 2018/19

Precipitações mais frequentes entre fevereiro e abril ajudaram a sustentar as perspectivas de produtividade de cana na mesorregião de Presidente Prudente

 

O veranico ocorrido entre o fim de novembro/18 e janeiro/19 na mesorregião de Presidente Prudente preocupou os produtores de cana. Tanto que as indicações iniciais eram de que o TCH em 2019/20 pudesse se manter próximo ou até mesmo abaixo dos níveis registrados na temporada anterior – alguns comentaram em quedas de até 8%. Contudo, as maiores precipitações entre fevereiro e abril, bem como volumes mais regulares nos meses subsequentes, ajudaram a sustentar as perspectivas de produtividade.

+ Leia também: Mesorregião de Araçatuba espera produção maior de cana e mix mais alcooleiro

Enquanto o rendimento médio dos canaviais se posicionou em cerca de 68 t/ha no ciclo 2018/19, espera-se que a quantidade de cana obtida na safra atual apresente crescimento de entre 4% e 10% – a depender do tipo de manejo e das variedades utilizadas. Como há muito comentado, o ATR deve apresentar queda, neste caso, de aproximadamente 4 kg/t.
Um dos pontos evidenciados por alguns agentes da mesorregião foi o maior aparecimento de nematoides no passado recente, o que não havia sido apontado como grande problema em outras localidades. Para a safra atual, entretanto, não são esperados efeitos expressivos, visto que o controle químico – ainda que custoso – tem sido feito com sucesso.
Destaca-se que os sintomas não são facilmente perceptíveis, uma vez que a praga atua, em grande parte, de forma mecânica (abertura de galerias) e química (injeção de substâncias tóxicas) sobre as raízes, reduzindo a absorção de nutrientes pela cultura e limitando seu crescimento. Neste sentido, produtores comentaram que a ocorrência de nematoides foi evidenciada por conta da forte retração na produtividade que cana de menor idade vinha apresentando de um ano para o outro.
Sob a ótica das geadas, o aparecimento foi pontual, e assim como em outras mesorregiões, os impactos sobre a produtividade devem ser mínimos. Contudo, no caminho ao Sudoeste do Mato Grosso do Sul, observa-se que o fenômeno climático se mostrou intenso e bastante amplo nos canaviais – tanto em soqueiras, cana de meia idade e em lavouras em estádios mais avançados de desenvolvimento.

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