Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.

2020/21: aumento da moagem de cana deve resultar em safra mais açucareira no Centro-Sul

Renovação de canaviais permite fôlego ao ciclo, mas clima seco pode limitar produtividade

 

recebidos entre agosto e novembroCentro-Sul brasileiro deve processar 585,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no ciclo 2020/21, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (31) pela INTL FCStone durante evento em São Paulo. O volume supera a temporada 2019/20 em 2,4 milhões de toneladas. A produtividade média corresponde a 77,0 t/ha, crescimento de 0,3%.
Segundo avaliação do grupo, 13,7% da cana disponível na região vem de áreas reformadas ou de lavouras caracterizadas como expansão, proporção que representa aumento de 2,7 pontos percentuais em relação a 2019/20.
“Essa taxa se mostra ainda maior em áreas de ‘fronteira’, como em canaviais de Goiás e Minas Gerais – corroborando indicações de que essas localidades têm apresentado crescimento mais expressivo da produtividade agrícola em relação às partes mais tradicionais”, analisou o grupo, em relatório. Por outro lado, espera-se que os impactos da dinâmica climática de 2019 pesem sobre o rendimento das lavouras do cinturão canavieiro no próximo ano.
Embora o clima mais seco nos últimos meses possa limitar aumento da produtividade, projeta-se que os canaviais consigam manter a concentração de açúcares recuperáveis em patamar elevado. A INTL FCStone calcula que o ATR médio da próxima safra se posicione em 136,3 kg/t, aumento de 0,1% em relação à atual, resultando em um ATR total de 79,8 milhões de toneladas, crescimento de 0,6%.
Em relação aos produtos da cana, projeta-se crescimento do mix açucareiro para 37,4%, 2,8 p.p. superior ao observado no ciclo anterior, totalizando produção de 28,5 milhões de toneladas de açúcar, avanço de 8,8%.
Já a destilação de etanol de cana deve recuar 3,8%, para 29,4 milhões de centeom³. Com base nas expectativas para o preço do petróleo, bem como no crescimento do consumo de combustíveis de ciclo Otto, estima-se que a fabricação de hidratado e anidro totalize 20,4 milhões de m³ (-4,7%) e 9,0 milhões de m³ (-1,9%), respectivamente.
Para o biocombustível obtido a partir do milho, estima-se que a fabricação de álcool totalize pouco menos de 1,8 milhão de m³, crescimento de 48,2% em relação ao esperado para 2019/20. O aumento é baseado na ampliação da capacidade produtiva, tanto por meio da inauguração de novas destilarias, em 2019 e em 2020, quanto pela expansão do potencial atual. A INTL FCStone calcula que 1,2 milhão de m³ (+41,2%) sejam direcionados ao hidratado e 615 mil m³ (+63,2%) ao anidro.
Considerando as matérias-primas citadas, a produção total do biocombustível deve se posicionar em 31,2 milhão de m³ (-1,9%), sendo 21,5 milhão de m³ de hidratado (-3,0%) e 9,6 milhão de m³ de anidro (+0,7%).

Safra 2019/20: início da temporada de chuvas é mais brando e impacta moagem e ATR

Em sua quinta revisão de safra para o ciclo 2019/20, a INTL FCStone manteve a estimativa de moagem para o Centro-Sul inalterada ante ao relatório publicado em agosto, em 583,3 milhões de toneladas – volume que representa crescimento de 1,8% no comparativo com 2018/19.
Destaca-se que o ambiente de menor umidade dos últimos meses – retração de 47,3% no regime das chuvas ocorridas entre agosto e outubro no comparativo com a mesma época de 2018/19 – não somente favoreceu a colheita e processamento, como também levou à melhora expressiva na qualidade da matéria-prima.
A concentração de açúcares nos canaviais tem seguido tendência de alta desde abril, e nas duas últimas quinzenas para as quais há dados disponíveis, os valores se posicionaram em patamar muito superior à média dos últimos ciclos.
Com isso, a projeção de ATR médio foi elevada para 136,1 kg/t, crescimento de 0,7 kg/t em relação à estimativa anterior. A conjunção entre os dois fatores citados fará com que o ATR total no ciclo corrente fique em 79,4 milhões de toneladas (+0,4 milhão de toneladas e +0,4%, respectivamente).
A INTL FCStone reduziu a participação do açúcar no mix em aproximadamente 0,1 ponto percentual ante à projeção anterior, para 34,6%. Além de apresentar queda de 0,6 p.p. no comparativo safra-a-safra, essa proporção se consolida como a menor já registrada em toda a série histórica. A partir desse cenário, estima-se que a fabricação do adoçante no Centro-Sul totalize 26,2 milhões de toneladas, queda de 1,3% em relação a 2018/19.
Refletindo maior disponibilidade de ATR e o mix mais alcooleiro, a destilação de etanol de cana deve totalizar 30,6 milhões de m³ em 2019/20, superando a temporada anterior em 1,4%. Quando analisado frente à expectativa de agosto, esse volume é cerca de 0,2 milhão de m³ superior. Especificamente, espera-se que a produção de anidro e hidratado totalize 9,2 milhões de m³ e 21,4 milhões de m³, respectivamente.
Por fim, a INTL FCStone elevou a produção de etanol de milho no comparativo com a projeção anterior em 5,7%, para pouco menos de 1,2 milhão de m³ – volume que também representa um crescimento anual de 51,1%. Especificamente, a destilação de anidro e hidratado deve alcançar 377 mil m³ (-0,5% e +61,0%) e 819 mil m³ (+8,8% e +47,0%), respectivamente.

Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.
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