Ana Luiza Lodi

Ana Luiza Lodi

Formada em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Teoria Econômica pela mesma universidade. Trabalha desde 2012 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil, com foco na área de grãos.

Exportações no 2º semestre se beneficiam de condições logísticas

O mercado brasileiro de milho teve excelentes resultados de produção e rendimento na safra 2016/17. Agora é hora de acelerar o ritmo da comercialização do produto colhido. Dados oficiais da Secex indicam que, no último mês, 5,9 milhões de toneladas (mi t) foram enviadas ao mercado externo. O volume mensal representa quase o dobro da média dos últimos três anos. Além disso, o crescimento é de 12,5% frente ao exportado em agosto.

As condições portuárias estão favorecendo este bom resultado das exportações. Melhoras operacionais nos portos do sul e do sudeste e aumento de capacidade com a abertura dos portos do Arco Norte providenciam maior vazão aos grãos produzidos no Brasil. Assim, mesmo com exportações de soja bastante aquecidas nos últimos dois meses, os embarques de milho não apresentam dificuldades. Considerando as exportações de soja, farelo de soja, milho e açúcar, os volumes mensais deste ano se encontram consideravelmente acima da média. Isso reflete a melhora na capacidade logística brasileira no embarque de commodities. Somente em setembro, os quatro produtos tiveram um saldo exportável de 14,9 mi t. Esse é um aumento de mais de 60% em relação à média dos últimos cinco anos.

Contudo, ainda existem alguns desafios para o mercado de milho. Atualmente, o principal fator que desanima os produtores é o nível dos preços. Como resultado da boa safra 2016/17, as cotações nas praças nacionais se encontram próximas de R$30/saca, segundo os dados mais recentes do CEPEA. Apesar de os preços terem apresentado leve recuperação nas últimas semanas, em virtude das exportações aceleradas e da resistência dos produtores em realizarem vendas, o nível ainda é 28% inferior ao observado em setembro do ano passado. Com isso, a INTL FCStone já espera que haja menor plantio na primeira safra.

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