Jaine Gomes

Jaine Gomes

Graduada em Ciências Econômicas pela UNICAMP. Integra o time da Inteligência de Mercado da StoneX do Brasil desde 2019 nos mercados de Energia e Fertilizantes.

Petróleo tem forte alta, porém recuperação será árdua

Petróleo tem forte alta em meio à notícia sobre vacina da Pfizer, porém caminho de recuperação da demanda é ainda árduo

A notícia de resultados preliminares indicando alta eficácia da candidata à vacina contra a COVID-19 da Pfizer, desenvolvida em conjunto com a BioNTech, foi o estopim de alta para o mercado de petróleo. Dados iniciais dos testes da fase 3, realizadas em mais de 43,5 mil pessoas, revelaram eficácia de 90% na prevenção da doença, segundo informações da farmacêutica. As cotações do petróleo reagiram com forte valorização ao noticiário, diante das esperanças quanto a um cenário de maior controle da pandemia no próximo ano. A tela com o vencimento mais próximo do Brent marcou alta de 7,48%, para USD 42,4/bbl, enquanto o contrato equivalente do WTI teve ganhos de 8,48%, para USD 40,29/bbl.

Apesar do ânimo gerado em torno dos resultados preliminares, o caminho para a ampla disseminação de vacinas e o controle da pandemia é ainda árduo e os testes da Pfizer e das demais farmacêuticas em estágios promissores continuam. Do lado oposto da balança, os dados atuais de infecções de COVID-19 seguem em trajetória preocupante nos EUA e na Europa, e se mantêm como elemento de atenção à demanda por derivados de petróleo.

Nessa segunda-feira (09), os EUA superaram a marca de 10 milhões de infectados desde o início da pandemia, impulsionados pela manutenção das estatísticas diárias acima da marca dos 100 mil casos, com forte avanço no Meio-Oeste e no Sul do país. O crescimento dos casos também preocupa diante da aproximação do feriado do Dia de Ação de Graças, que tradicionalmente provoca maior reunião de pessoas, em um cenário de alta na taxa de hospitalização por COVID-19 no país.

EUA: casos diários de COVID-19 por região (média móvel 7 dias)

Fonte: The COVID Tracking Project.

Recentemente, o mercado de petróleo ampliou sua volatilidade ante ressurgência de casos de COVID-19, novas imposições de lockdown na Europa e até mesmo por conta do noticiário em torno das vacinas. Nessa equação, os cortes coordenados de produção pela OPEP+ permanece como pilar da sustentação dos preços. Ontem (09), o ministro de energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, comentou sobre a possibilidade de o cartel realizar ajustes nos cortes de produção acordados, podendo até ir além do esperado pelo mercado. A fala do ministro saudita antecedeu as notícias sobre as vacinas e a forte alta dos preços no pregão, contudo, diante do hiato temporal ainda necessário para a distribuição em massa de qualquer das vacinas em estágio avançado de testagem, o cenário de equilíbrio de preços continua a ter como necessidade a postergação do afrouxamento dos tetos de produção pelo cartel.

 

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