Margens de processamento elevadas incentivam demanda pelo cacau

Temporada que geralmente apresenta demanda relativamente baixa, os próximos meses devem registrar uma procura superior

 

cocoa - largeA intensa queda nas cotações do cacau nos últimos 12 meses não foi completamente repassada aos preços dos produtos secundários, de forma que as margens de transformação da amêndoa em pasta, manteiga e pó avançaram e permanecem em níveis elevados, incentivando a demanda pelo produto.

“Como a indústria processadora possui capacidade ociosa, as atrativas margens de processamento continuarão a incentivar um aumento no consumo de amêndoas até que, eventualmente, a margem retorne à média”, destaca o analista de mercado da INTL FCStone, Fábio Rezende. Todavia, mesmo que esse ajuste aconteça imediatamente, como a maior parte dos processadores fixaram preços para os próximos meses, a demanda deve permanecer firme no curto prazo.

Nos Países Baixos, maiores processadores de cacau da Europa, essa margem de transformação, estimada pelo ratio combinado dos derivados (i.e. o preço dos derivados divido pelo da amêndoa), é de 1,432, 11,8% acima da média dos últimos cinco anos. Já nos Estados Unidos, principais consumidores das Américas, o ratio combinado é de 1,422, 9,7% maior que a média.

Com um terço do processamento mundial de cacau ocorrendo em países que adotam o euro, sua dinâmica costuma impactar as cotações da commodity nas bolsas, onde o cacau é cotado em dólares (Nova York) ou libras esterlinas (Londres). A valorização do euro frente ao dólar e à libra esterlina aumenta o poder de compra da União Europeia, principal consumidor.

No último trimestre, a valorização da moeda europeia foi um importante fator para criar um patamar de suporte ao cacau, e as perspectivas são de que a divisa continue a se fortalecer por dois principais motivos: 1) melhora da performance econômica dos países da União Europeia, com queda no desemprego e crescimento da inflação, o que pode influenciar o Banco Central Europeu (BCE) a comprimir suas medidas de flexibilização monetária; e 2) redução do risco político, com vitória de candidatos e partidos pró-UE na França e nos Países Baixos e expectativa que isso se repita nas eleições para o parlamento federal da Alemanha em setembro.

Fonte: Assessoria de Imprensa INTL FCStone / Carolina.Barboza@intlfcstone.com

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