Mercado de Grãos
GRÃOS & OLEAGINOSAS
ENERGIA
AÇÚCAR & ETANOL
ALGODÃO
CAFÉ
CARNES & PECUÁRIA
FERTILIZANTES
MOEDAS
CACAU
Gabriela Fontanari

Gabriela Fontanari

Graduada em Relações Internacionais pela FACAMP, está concluindo sua bidiplomação em Economia pela mesma instituição. Integra o time da Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2017 nos mercados de Fertilizantes, Algodão e Pecuária.

Acompanhamento da safra 2016/17 de Goiás

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no google
Google+
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

A safra 2016/17 brasileira de algodão está próxima da conclusão, com praticamente todas as regiões produtoras realizando a colheita da pluma, que deve se encerrar em setembro. O sul do Maranhão é a exceção, e deve finalizar o colhimento de seus algodoais apenas em outubro, devido ao plantio mais tardio. O histórico das condições hídricas do ano-safra retrata um quadro favorável para a produção algodoeira no Brasil no decorrer do último ciclo.

Apenas no centro-sul baiano as lavouras tiveram alguma restrição em detrimento de falta de chuvas, observada entre os estágios de desenvolvimento vegetativo e floração, contudo, sem afetar significativamente os níveis de qualidade ou produtividade locais. As condições edafoclimáticas verificadas na safra propiciaram aos cotonicultores do estado de Goiás, quarto maior produtor de algodão do Brasil, melhores expectativas para a safra corrente, visto que a produtividade dos algodoeiros de 2015/16 foi deveras prejudicada em detrimento de estiagem durante o desenvolvimento da planta, de acordo com a Associação Goiana dos Produtores de Algodão (AGOPA). Com a ausência de chuvas em abril e maio no ano passado, o algodão do sul goiano sofreu impactos em sua frutificação, não desenvolvendo corretamente os capulhos e maçãs. A safra também foi prejudicada em sua reta final, em vista das chuvas de junho de 2016 que afetaram a qualidade da fibra produzida em Goiás.

Destoando do período antecedente, os produtores do estado esperam para 2016/17 uma recuperação dos níveis de produção para patamares elevados, devido à ocorrência de chuvas
em momentos ideais para o bom desenvolvimento reprodutivo da pluma, entre março e maio. O quadro climático favorável deste ciclo é um dos principais fatores que contribuíram para o aumento da produtividade, que chega a 4.275 kg de algodão em caroço por hectare, segundo estimativa da AGOPA, representando uma expansão de 15,4% em relação aos 3.705 kg/ha de 2015/16.

O 11º relatório de acompanhamento da Conab referente à produção 2016/17 também denotou cenário de alta no rendimento dos algodoais goianos, entretanto, seu levantamento aponta variação de 35,2%, com base em uma produtividade de 3.000 kg/ha na safra 2015/16. Os ganhos de rendimento nos algodoais foram determinantes para o resultado produtivo da safra 2016/17, dado que, no comparativo com o ano-safra passado, foi verificada uma redução das extensões dedicadas ao plantio de algodão em Goiás, o que ocorre desde a safra 2013/14.

Após reduzir a área plantada de 33,8 para 29,7 mil hectares em 2015 (-12,1%), na safra corrente se observou uma diminuição de 11,8%, passando para aproximadamente 26,5 mil hectares semeados com algodão de acordo com a AGOPA, a maioria concentrada na porção sul do estado. Do total de área semeada, 55% foram utilizados para o plantio da primeira safra, e 45% para a safrinha.

Veja também

Teste já!

Experimente nossa plataforma de relatórios gratuitamente
Carrinho Item removido. Desfazer
  • Sem produtos no carrinho.