2017/18: INTL FCStone divulga novas perspectivas para mix e ATR

De acordo com a revisão da INTL FCStone, em 2017/18 o Centro-Sul deve processar 3,8% menos cana-de-açúcar no comparativo com o ciclo 2016/17, o que representa 583,8 milhões de toneladas. Em relação à última projeção do grupo, realizada em setembro, a queda é de apenas 552 mil toneladas.

“Somente em outubro, cerca de 147 mm precipitaram sobre o cinturão canavieiro, volume 40% maior que a média dos últimos dez anos para o mês. Entretanto, o clima mais úmido não deve ter grande influência sobre os números da safra atual, sendo que esta foi fortemente influenciada pelo período mais seco compreendido entre junho e agosto”, explica o analista de mercado, João Paulo Botelho, em relatório.

Nesse período, um total de 66,7 mm precipitaram sobre as lavouras canavieiras do Centro-Sul. Comparativamente, em 2016 e 2015, os respectivos volumes precipitados foram de 141,4 e 105,8 mm nestas regiões produtoras.

Em contrapartida, o clima mais seco favoreceu o teor médio de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) na cana-de-açúcar. “Com menos água disponível, esses açúcares se acumulam mais intensamente nos colmos”, analisa Botelho. A INTL FCStone aumentou em 0,9% o valor para esta variável em relação à última projeção, para 136,1 kg/t. Comparando safra-a-safra, a estimativa atual é 2,3% maior que o consolidado para o ano anterior.

Em relação ao mix produtivo, a INTL FCStone considera que a relação ficará ainda menos açucareira do que na última revisão, pelo incentivo à produção do biocombustível – mais rentável que o açúcar e recentemente mais consumido por apresentar preços mais atrativos em relação à gasolina.

Com isso, a INTL FCStone reduziu em 0,7 ponto percentual o valor da participação do açúcar no mix produtivo do Centro-Sul brasileiro, para 46,6%, consequentemente reduzindo a produção do adoçante para 35,3 milhões de toneladas, 1% menor que as 35,6 milhões de toneladas produzidas em 2016/17.

Já a previsão para a produção de etanol hidratado aumentou em 4,8% em relação à última revisão, para 14,2 milhões de m³. Ainda assim, essa produção deve ficar 5,6% abaixo da safra 2016/17, quando foram produzidos 15 milhões de m³. A produção de etanol anidro, por sua vez, manteve-se relativamente estável e, na comparação entre as estimativas, houve uma redução de 0,9%.

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