Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Sem referencial externo, real perde força em meio a crise de governo

Saída tumultuada de Bebianno gera preocupações com a reforma da Previdência

O par dólar/real abriu a semana em alta, repercutindo a crise que emergiu no governo federal em torno do agora ex-ministro da secretaria de Governo, Gustavo Bebianno (PSL), às vésperas da apresentação do projeto de reforma da Previdência ao Congresso. Sem o referencial do mercado americano, em função do feriado do Dia do Presidente, a sessão foi marcada por baixo volume e pela predominância do noticiário doméstico sobre o movimento das cotações. Em alta considerável de 0,8%, o dólar comercial voltou a ser cotado em torno dos R$ 3,732, depois de atingir a máxima do intradia de R$ 3,744.

As operações no mercado à vista de câmbio já haviam sido encerradas quando o governo anunciou a demissão de Gustavo Bebianno e a escolha do general Floriano Peixoto, até então secretário-executivo do ministério, para assumir o cargo. A queda de Bebianno se deu após o surgimento de denúncias, a partir de reportagem do jornal Folha de São Paulo, de que a executiva do PSL—partido que elegeu Bolsonaro, e do qual Bebianno foi presidente—teria criado candidaturas de fachada que receberam verbas totalizando R$ 650 mil. As denúncias foram seguidas de reações de um dos filhos do presidente, o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSL), e do próprio presidente, que endossou publicação do filho nas redes sociais, que contribuíram para desgastar a imagem do governo e aprofundando a crise.

O impacto desta primeira grande crise da gestão Bolsonaro se deu por meio das expectativas dos agentes em relação às probabilidades de aprovação da reforma da Previdência e da força que o governo terá ao negociar a proposta com os parlamentares. O presidente deve realizar um pronunciamento sobre o projeto nesta quarta-feira (20), ressaltando a importância de mudanças ao sistema de aposentadorias e pensões e apresentando as alterações propostas. Na semana passada, o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, revelou que o governo pretende alterar as idades mínimas para a aposentadoria para 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com período de 12 anos para a transição.

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