Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Risco de recessão na Alemanha e desaceleração na indústria da China mantêm ambiente de aversão ao risco nos mercados globais

Exterior volta a impulsionar o dólar para perto dos R$4,00 na abertura desta quarta

Após romper o nível psicológico dos R$4,00 na abertura, o par dólar/real recuou e encerrou a sessão da terça-feira (13) em baixa de 0,4%, cotado a R$ 3,967. O alívio nas cotações veio da notícia de que o governo americano decidiu postergar a aplicação de alíquota de 10% sobre US$300 bilhões em importações chinesas, prevista para entrar em vigor no dia 1º de setembro.

De acordo com anúncio da Casa Branca, a tarifa passará a ser cobrada sobre o conjunto de produtos, que engloba computadores pessoais, celulares e videogames, a partir de 15 de dezembro, dando tempo para que os varejistas preparem seus estoques para as compras de Natal e para que China e Estados Unidos tentem novamente retomar as negociações por um acordo comercial. Também foi anunciado nessa terça-feira, que o primeiro-ministro adjunto, Liu He, recebeu telefonema de oficiais do governo americano e que ambas as partes devem voltar a conversar na próxima semana.

Mesmo com o sinal favorável dado ontem sobre a possível reabertura do diálogo no front da guerra comercial, as preocupações com o desempenho da economia global continuaram a exercer pressão sobre a moeda brasileira nas primeiras horas de negociação desta quarta-feira. Por volta das 11h, o dólar à vista era cotado em alta de 1,0%, acima dos R$ 4,00. Os temores com uma recessão técnica na Alemanha, que registrou queda de 0,1% no PIB durante o segundo trimestre e mantém indícios de desaceleração no trimestre atual, e a divulgação de mais um desaquecimento da indústria chinesa, que teve o crescimento de sua produção encolhido para a mínima em mais de 17 anos, justificavam a busca pela segurança do dólar. As preocupações com a perda de dinamismo global acentuaram a demanda por títulos do Tesouro americano, elevando o rendimento dos papeis de curto prazo acima dos títulos de maturidade mais longa, um sinal claro de que os investidores apostam na iminência de uma desaceleração da economia americana.

 

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