Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Real ganha fôlego com dados mais fortes da indústria chinesa

PMI do setor recuperou-se, superando 50 pontos pela primeira vez em 4 meses

O par dólar/real abriu o segundo trimestre de 2019 em queda, refletindo melhora no apetite pelo risco dos investidores em meio aos sinais de aquecimento da economia chinesa. Em queda de 1,0%o dólar era cotado no final do dia a R$ 3,876, seu menor valor em quase uma semana.

Os dados do PMI da indústria chinesa, que mostraram recuperação do setor no mês de março, repercutiram bem nos mercados nessa segunda-feira (1º) e conferiram suporte aos ativos de economias emergentes e exportadoras de commodities. Divulgados na madrugada de ontem, os números mostraram que as fábricas chinesas estão reagindo às medidas de estímulo adotadas pelo governo do país—como corte de impostos e afrouxamento das condições financeiras—e aos progressos alcançados nas negociações comerciais com os Estados Unidos.

Em março, o PMI da indústria chinesa avançou acima do limiar neutro de 50 pontos, sugerindo condições compatíveis com um cenário de crescimento. De acordo com o levantamento da Caixin/Markit, o setor registrou crescimento ligeiramente mais rápido na produção e na contratação de mão de obra, além de um aumento nos estoques de insumos, o primeiro desde novembro de 2018. O subíndice de expectativas do PMI, que mede a confiança do setor para a produção nos próximos 12 meses, avançou para sua máxima em dez meses em março, com as empresas relatando que esperam que o ambiente de negócios continue a melhorar.

Com o desentendimento entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), aparentemente superado, o cenário político doméstico também traz algum alívio aos investidores. No final de sua viagem a Israel, Bolsonaro anunciou que reservará “pelo menos meio-dia” de sua agenda no Brasil para reunir-se com parlamentares para conversar sobre a Previdência. A demonstração de abertura para o diálogo pode ajudar a reaproximar o Planalto do Congresso. Esta semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes também deve participar de sessão na CCJ da Câmara, na quarta-feira (3), para falar da Previdência.

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