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Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Perspectivas para o cenário macroeconômico doméstico • 18 a 22/03

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O par dólar real iniciou a última semana em forte baixa, recuando 0,7% e retornando ao patamar dos R$ 3,84.

A queda ocorreu após encontro no fim de semana entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).  O alinhamento marcou a retomada do foco do Executivo para a reforma da Previdência, que começaria a tramitar na CCJ da Câmara na quarta-feira (13).

Na conversa, Bolsonaro teria se comprometido a liderar pessoalmente a articulação entre Executivo e Legislativo em favor da reforma. Maia comentou com jornalistas que saiu do encontro otimista e se disse convencido de que Bolsonaro trabalhará pela aprovação da medida.

A moeda americana manteve seu movimento de baixa na terça-feira (12), repercutindo o anúncio da liberação de R$ 1,0 bilhão em emendas parlamentares pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. A ação beneficia a articulação do Executivo com o Congresso e melhora as perspectivas para a aprovação da reforma da Previdência. No fechamento, o dólar era cotado a R$ 3,817, acumulando baixa de cerca de 0,7% pela segunda sessão consecutiva.

O mercado brasileiro foi marcado na quarta-feira (14) pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. A publicação apresentou dados mais fracos do que o esperado para o setor, que recuou 0,8% em janeiro frente a dezembro de 2018 e acumula queda de 2,6% em relação a janeiro do ano passado. A estatística pessimista levou a um aumento no número de apostas por uma nova rodada de redução da Selic, o que acabou contribuindo para a correção da taxa de câmbio após a abertura em alta motivada pelo cenário externo marcado por maior cautela com o futuro do Brexit.

O mercado não deu muita atenção para os dados do setor de serviços divulgado pelo IBGE na sexta-feira, que também mostraram queda ligeira de 0,3% da atividade em janeiro ante dezembro. O setor, no entanto, apresenta resultado favorável na comparação com janeiro de 2018, registrando alta de 2,1%.

O destaque no fechamento da semana no Brasil foi o leilão de concessões de aeroportos, primeira ação do tipo realizada durante o governo Bolsonaro. A oferta de ativos levantou ao governo um total de R$ 2,377 bilhões e teve demanda intensa de capital estrangeiro, o que deve se traduzir na entrada de divisas no país nos próximos meses.

 

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