Mesmo com atuação do BC, divisa voltou a rondar o patamar dos R$ 3,30

O dólar comercial encerrou a segunda semana de dezembro em alta considerável de 1,2% cotado a R$ 3,295, seu maior patamar desde meados de novembro. Com a aproximação do final do ano e o encurtamento da janela para a aprovação de medidas no Congresso—visto que as atenções da classe política devem se voltar as eleições a partir do ano que vem—o foco do mercado continua a ser a reforma da Previdência. As chances de aprovação da medida, vista como peça central da agenda de ajuste fiscal do governo de Michel Temer, oscilaram bastante nos últimos dias e encerraram a semana com perspectiva pessimista. No exterior, o dollar index teve semana de alta, acompanhando o humor do mercado após a aprovação da reforma tributária no Senado americano. Na sexta-feira, os dados do mercado de trabalho ainda conferiram suporte a divisa, que encerrou cotada a 93,90 pontos.

Cenário doméstico

A moeda brasileira iniciou a semana passada em ligeira recuperação, acompanhando as expectativas ainda otimistas do mercado em relação à reforma da Previdência. Depois de abrir em alta, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior, o par dólar/real encerrou o pregão da segunda-feira em queda de 0,3%, cotado a R$ 3,247. Em evento acompanhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no sábado (2), o presidente Michel Temer reafirmou seu compromisso com a atualização das regras das aposentadorias e pensões e indicou estar empenhado na negociação com os partidos da base governista para definir o apoio necessário à aprovação da medida. Pressionada para baixo pela atuação do Banco Central, a moeda americana voltou a recuar na terça-feira, variando –0,4% ante o fechamento anterior e encerrando dia cotada a R$ 3,234. Com o leilão de linha de US$ 2 bilhões e o leilão de 14 mil contratos de swap cambial com vencimento em janeiro (equivalente à rolagem de US$ 700 milhões), o BC reforçou a oferta de divisas no mercado e contribuiu para a queda da taxa de câmbio. Além da intervenção do BC, as negociações em torno da reforma da Previdência também mantinham o otimismo entre os investidores em relação ao avanço do ajuste fiscal promovido pelo governo de Michel Temer. De acordo com fontes ouvidas pela imprensa na terça-feira, o PMDB (partido do presidente) estaria perto de anunciar o fechamento de questão da legenda a favor da reforma, o que aumenta as chances de que seus 60 deputados votarão pela aprovação do projeto.

A moeda americana ensaiou uma alta por boa parte da quarta-feira, mas encerrou o dia em queda ligeira de 0,1%, cotada a R$ 3,2305. Nos últimos minutos do pregão foi formalizada a decisão do PMDB de fechar questão a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/16, que modifica as regras do sistema de aposentadorias e pensões. Até o pregão de quarta-feira, o dólar acumulava um recuo de 1,3% após quatro sessões consecutivas de baixas, conforme o mercado passou a precificar riscos menores para o avanço da reforma da Previdência na Câmara.
Apesar da percepção de melhora no prognóstico para a PEC 287/16, nos bastidores de Brasília as probabilidades de se promover uma votação bem sucedida do projeto ainda em 2017 não eram suficientemente seguras. Diante desse diagnóstico, o governo decidiu adiar para a quinta-feira a decisão de colocar ou não o projeto em pauta na semana seguinte. De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, os 308 votos necessários para a aprovação da reforma não estariam garantidos. Ainda na quarta-feira, após o encerramento do pregão, o Copom tornou pública sua última decisão de política monetária de 2017. Sem surpresas, a Selic foi reduzida em 50 pontos base para 7,00% a.a., seu menor nível histórico. O comunicado da decisão também indicou a possibilidade de mais uma redução moderada na próxima reunião do Comitê, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, caso a inflação, o crescimento econômico e a agenda de reformas evoluam dentro do esperado.

O dólar comercial disparou na quinta-feira e voltou a oscilar perto dos R$ 3,30 com a reversão das expectativas dos investidores sobre a reforma da Previdência. O anúncio do governo na noite anterior adiando a decisão de colocar ou não o projeto em pauta para votação na semana seguinte, em vista da dificuldade de arregimentar os 308 votos necessários para sua aprovação colocou o mercado em modo de cautela. De acordo com fontes ouvidas pela imprensa, alguns partidos governistas, em especial do PRB, PR e PSD, têm se mostrado resistentes em declarar apoio à medida.

No encerramento, a moeda americana registrava alta de 1,7%, cotada a R$ 3,2865—maior alta diária desde 18 de maio, quando foram revelados os conteúdos das gravações da JBS—cancelando as quedas acumuladas nas quatro últimas sessões. Na máxima do pregão, registrada no início da tarde, o dólar comercial chegou a encostar nos R$ 3,32. A fim de ganhar tempo para negociar com os partidos da base aliada, o governo decidiu na noite da quinta-feira adiar a votação da reforma da Previdência para a última semana de atividades parlamentares de 2017, entre os dias 18 e 22 de dezembro. A aposta feita pelo Palácio do Planalto é de que a Câmara aprecie o projeto já em dois turnos, obtendo a aprovação para estender para a sessão de votação no final de semana que antecede o Natal. De acordo com a última contagem de votos pela reforma feita pelo governo na semana passada, a medida teria cerca de 280 votos favoráveis dos 308 necessários para a aprovação da PEC 287/16.

Na sexta-feira, o jornal O Estado de São Paulo publicou levantamento semelhante, mas com perspectiva menos favorável à reforma da Previdência. Conforme a pesquisa, apenas 65 deputados se declararam favoráveis PEC 287/16, enquanto 218—mais do que o suficiente para derrubar a proposta—se mostravam contrários às mudanças indicadas pelo governo Temer para as regras das aposentadorias e pensões. O placar negativo à medida teve impacto no humor dos investidores, que voltaram a precificar na taxa de câmbio esse cenário de maiores riscos para a continuidade do processo de ajuste da economia brasileira. O dólar comercial avançou na sexta-feira em 0,25%, cotado a R$ 3,295, acumulando alta de 1,17% na semana.

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