Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Incerteza eleitoral mantém seu peso sobre o real brasileiro

Pesquisa Datafolha amplia chances de disputa entre Bolsonaro e Haddad no 2º turno

A moeda americana voltou a registrar alta considerável na última semana, renovando suas máximas históricas em meio à divulgação dos resultados das pesquisas mais recentes de intenção de voto para presidente e de notícias negativas à campanha do candidato pró-mercado, Geraldo Alckmin.

Na quinta-feira (13), o mercado de câmbio foi marcado pela cautela em relação à cena eleitoral doméstica, com os agentes antecipando-se à pesquisa Datafolha seria divulgada no dia seguinte. Registrando alta de 1,2% no final do dia, a taxa de câmbio da moeda brasileira encerrou cotada a R$ 4,196, seu maior valor desde a criação do Plano Real. Além da expectativa pela pesquisa, os investidores também reagiram à divulgação pelo jornal O Estado de São Paulo de conversas obtidas pela Polícia Federal (PF) em que funcionários de uma transportadora de valores usada pela Odebrecht para o pagamento de propina comentam sobre entregas de dinheiro em espécie que totalizam R$ 1,5 milhão a um ex-assessor de Alckmin como repasses de caixa dois para sua reeleição em 2014. A notícia se adicionou a uma série de fatos nas últimas semanas que podem comprometer suas chances na disputa pelo Palácio do Planalto.

A apesar da percepção de ampla incerteza no mercado e da tendência de alta no exterior, que levou a moeda americana a atingir os R$ 4,212 na máxima do intradia, o dólar comercial finalizou a sexta-feira (14) em baixa de 0,7%, cotado a R$ 4,167, com os agentes no mercado de câmbio aproveitando para realizar lucros após a forte alta da véspera. Mesmo com a baixa, a divisa encerrou em alta considerável de 1,5% em relação à quinta-feira anterior (6), véspera do feriado do Dia da Independência, concluindo sua segunda semana consecutiva de ganhos.

No exterior, o dólar ganhava força após a notícia de que Trump pediu a assessores o seguimento na proposta de imposição de tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações de produtos chineses. No encerramento, o dollar index era cotado a 94,93 pontos, com alta diária de 0,4% e recuo semanal de 0,4%.

Após o encerramento das negociações, o instituto Datafolha divulgou sua última sondagem eleitoral, com entrevistas realizadas até a última sexta-feira. O objetivo da pesquisa era captar o comportamento dos eleitores após a confirmação da candidatura de Fernando Haddad (PT) como o substituto do ex-presidente Lula (PT) e as últimas atualizações do estado de saúde do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que sofreu atentado no dia 6.

Os principais destaques da pesquisa ficaram com o crescimento das intenções de voto em Bolsonaro, agora com 26%, e de Haddad, com 13%. O candidato do PT registrou forte avanço de 6 p.p. e empatou com Ciro Gomes (PDT) na segunda posição, indicando ter atualmente maior chance de avançar ao segundo turno.

As simulações para o segundo turno se mantiveram parecidas com o levantado na pesquisa Datafolha de 10 de setembro, com exceção do cenário Bolsonaro x Haddad, que passou a indicar vitória do primeiro.

 

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