Divisa teve ligeiro avanço no exterior, limitado pela perspectiva dovish do Fed

Diante da falta de transparência e da comunicação descuidada do governo sobre a reforma da Previdência, o dólar comercial encerrou a última sexta-feira em alta semanal de 0,4% cotado a R$ 3,308. Na véspera, a confirmação do adiamento da votação da PEC 287/16 para o ano que vem levou a divisa a flertar com o patamar de R$ 3,34, seu maior valor intradia em cerca de seis meses.

Cenário doméstico

O mercado cambial brasileiro iniciou a semana exibindo certa estabilidade, com o dólar comercial avançando apenas 0,08% para o patamar de R$ 3,297 na segunda-feira (11). Em seu maior fechamento desde meados de novembro, a moeda americana continuava a acompanhar de perto as perspectivas para a aprovação da reforma da Previdência. Depois de abrir o dia em baixa, cotada em torno dos R$ 3,28, a divisa obteve suporte da fala do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirmando ser “difícil” votar a reforma da Previdência na Casa na semana de 18 a 22 de dezembro. Maia indicou que a matéria só irá a plenário caso o governo possa oferecer “garantias muito claras” de que terá o apoio dos deputados.

No mesmo dia, a declaração do deputado Carlos Marun (PMDB), substituto de Antonio Imbassahy (PSDB) na Secretaria de Governo pelo presidente Michel Temer, indicando que o governo ainda precisaria conquistar entre 40 e 50 votos a favor da Previdência também contribuiu para a apreensão dos investidores com a medida. “Temos um crescimento constante [de votos], mas ainda não se criou aquela onda.”, afirmou o peemedebista sobre a proposta. Para aprovar a PEC 287/16 ainda em 2017, o governo teria de contar com o apoio de pelo menos 308 deputados em 2 turnos de votação. De acordo com Marun, as discussões sobre a medida teriam início na Câmara na quinta-feira (14).

O real esteve entre as moedas com um dos piores desempenhos diante do dólar na terça-feira (12), desvalorizando-se sob o peso das expectativas cada vez menos otimistas com a aprovação da reforma da Previdência e do movimento da divisa nos mercados internacionais. Com volume de negociação reduzido na sessão, a taxa de câmbio da moeda brasileira registrou forte alta de 0,9% cotada a R$ 3,328, seu maior valor desde 23 de junho. Os contratos futuros da moeda na BM&;F também fecharam o dia em alta de 0,9%, apesar do anúncio no final da tarde da data do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segunda instância da justiça, que pode impedi-lo de concorrer nas eleições de 2018 pela lei da Ficha Limpa. A notícia gerou entusiasmo na última meia hora de pregão no mercado acionário e levou o Ibovespa a encerrar o dia em alta.

Após quatro sessões seguidas em desvalorização, a moeda brasileira voltou a se recuperar na quarta-feira (13), obtendo fôlego do agendamento da data do julgamento de Lula anunciado na noite anterior, assim como da decisão do PSDB fechando questão a favor da reforma da Previdência. Na sessão, o dólar comercial recuou 0,4% ante o real, fechando no patamar de R$ 3,316.

A notícia de que o ex-presidente deve ser julgado pela segunda instância no caso do tríplex do Guarujá em 24 de janeiro trouxe algum otimismo entre os investidores. O mercado associa o ex-presidente a políticas econômicas menos ortodoxas e também projeta que seu governo seria pouco eficaz na aprovação de uma agenda legislativa devido ao encolhimento da bancada do Partido dos Trabalhadores no Congresso.

O fechamento de questão do PSDB também foi recebido de maneira positiva pelo mercado, e levou a taxa de câmbio a registrar a mínima da sessão de R$ 3,288 por volta do meio-dia. A decisão política, no entanto, não dava garantias do apoio dos parlamentares do partido: o anúncio feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, recém-eleito presidente da legenda, não indicou punições àqueles que descumprirem a orientação de voto. De acordo com o líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli, cerca de 20 dos 46 deputados do PSDB declarou apoio à reforma.

Após o fechamento das negociações, o mercado acompanhou o anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve, assim como as declarações do líder do governo brasileiro no Senado, Romero Jucá (PMDB). Surpreendendo os investidores e o próprio governo, Jucá afirmou que há um acordo entre os presidentes da Câmara e do Senado para que a reforma da Previdência só seja votada em fevereiro. A afirmação foi mais tarde atenuada pelo governo, que manteve a leitura do projeto no plenário para esta quinta-feira.

Na quinta-feira, o dólar comercial voltou a assumir trajetória de alta motivado tanto pela comunicação desastrada do governo em torno da reforma da Previdência na véspera, quanto pela confirmação de que a votação da medida ficará para fevereiro do ano que vem. Depois de atingir a máxima de R$ 3,349 ainda pela manhã, a moeda americana encerrou o dia acumulando alta de 0,6% e cotada a R$ 3,337.

No dia anterior, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), anunciou em coletiva que a PEC 287/16 só seria apreciada em 2018, declaração feita a contragosto do Palácio do Planalto e
rapidamente amenizada por meio de nota à imprensa. Em entrevista publicada pelo jornal Folha de São Paulo na quinta-feira, o senador voltou a afirmar que o governo não deveria “mistificar” a votação da Previdência: “Se não tem [os votos], o governo tem que dizer que não tem e está tentando conseguir”.

Durante a tarde do mesmo dia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), acabou validando as afirmações feitas por Jucá. Maia comunicou que o projeto que modifica as regras das aposentadorias e pensões só deve ser discutida pela Casa a partir do dia 5 de fevereiro, quando os deputados retornam do recesso parlamentar, e votada na semana do dia 19 de fevereiro, após o Carnaval.

O projeto de reforma da Previdência foi apresentado pela primeira vez pelo governo de Michel Temer em dezembro de 2016 e sua aprovação havia sido prometida para o início do ano seguinte. Com tantos atrasos em sua votação, o mercado tem enxergado com ceticismo as chances de aprovação em 2018, visto que em anos eleitorais a disposição da classe política de discutir matérias impopulares, que supõem a revisão de direitos, é menor. Depois de definido o adiamento da reforma da Previdência e sem novas notícias, o dólar comercial encerrou a semana em correção, devolvendo parte considerável das altas registradas nos dias anteriores que o levaram à sua máxima em seis meses. Na sexta-feira (15), a divisa apresentou recuo de 0,85% diante do real, encerrando no patamar de R$ 3,308—próximo das mínimas do dia.

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