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Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Cenário macroeconômico dita o caminho das commodities

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Commodities agrícolas devem ser influenciadas por fatores macroeconômicos internacionais, em especial, pela saída do Reino Unido do bloco econômico europeu. Quem afirma é a consultoria INTL FCStone, em estudo especial, onde afirma que o Brexit pode engendrar instabilidade nos mercados financeiros, que deve ser percebida caso os dados das economias britânica e europeia exibam sinais de enfraquecimento resultante da decisão.

“Sob essas condições, o ambiente seria de aversão ao risco, levando os agentes a reverterem seus recursos para investimentos seguros nas economias centrais e pressionar o preço das commodities”, explica a coordenadora de inteligência de mercado do grupo, Natália Orlovicin.

Para o cacau, por exemplo, apesar dos maiores impactos já haverem sido absorvidos, o Brexit criou um panorama de incertezas nos mercados e pode pressionar o euro (moeda utilizada pela maioria dos operadores desse produto). Ademais, políticas de flexibilização monetária na União Europeia também tendem a desvalorizar a divisa europeia.

Em relação à economia global, o analista de mercado, Vitor Andrioli, explica dois cenários possíveis pós-Brexit. No primeiro, otimista, o desarranjo financeiro previsto ao redor do mundo não se concretizaria e as medidas de estímulo colocadas em prática pelas economias centrais, injetando liquidez nos mercados, é recebida por investidores com apetite por risco. “Diante das condições atuais, o diferencial de remuneração das commodities e dos ativos de economias emergentes atrairia parte significativa desses recursos, conferindo um viés baixista para o dólar”, explica Andrioli.

Alternativamente, o cenário pessimista considera a manifestação de sintomas de instabilidade a despeito dos estímulos monetários nas economias centrais, acentuando a aversão ao risco e promovendo a fuga de capitais para a qualidade, o que se traduziria em um dólar mais forte.

“Com o Brexit, a economia global entra em território desconhecido. A mudança na configuração das relações entre britânicos e europeus e o surgimento de iniciativas semelhantes podem fragilizar o bloco, conduzindo para baixo as projeções para o crescimento mundial em 2016”, resume o analista da consultoria.

Já no Brasil, a INTL FCStone aponta que a votação definitiva do Senado a respeito do impeachment da Presidente afastada, Dilma Rousseff, deve continuar no radar e pode trazer novas oscilações cambiais, com influência direta no mercado interno de commodities. Além disso, a atuação do novo Banco Central, presidido por Ilan Goldfajn, deve ser monitorada, tendo em vista o posicionamento da instituição em relação ao futuro da taxa de juros brasileira.

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