Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Atrasos e negociações na CCJ mantiveram investidores em modo de cautela antes da Páscoa

Admissibilidade da Previdência deve ser votada nesta semana e trazer algum alívio ao mercado

A semana que antecedeu os feriados da Páscoa foi mais curta, mas não evitou que o par dólar/real encerrasse em sua maior alta em um mês devido à cautela dos investidores diante dos atrasos da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. Em alta de 1,0% ante a sexta-feira anterior (12), o dólar encerrou cotado a R$ 3,930 na venda. A postergação da votação da admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC) 6/2019, e as negociações com o Centrão sobre a possibilidade de edições do texto da PEC já na CCJ, ampliaram as preocupações com o alongamento da tramitação da medida no Congresso e com sua desidratação.

Na quinta-feira (18), véspera de feriado, notícias de que o governo estaria preparando uma lista de cargos para oferecer aos partidos do Centrão que fechassem questão pela reforma da Previdência chegaram a exercer pressão de baixa sobre as cotações da moeda americana ao longo do dia, mas foram insuficientes para consolidar uma queda mais intensa. Nas mínimas do dia, no meio da tarde, o dólar recuava cerca de 0,8%, perto de romper o suporte dos R$ 3,90, entretanto, ao final da sessão, a divisa registrava apenas leve baixa de 0,1%. A véspera de feriado, que normalmente reduz a disposição dos agentes a aumentarem sua exposição à moeda brasileira, e as declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, negando que o governo esteja negociando cargos de primeiro escalão ao Centrão, justificaram o recuo contido da quinta-feira.

Dólar à vista – Intraday (10 minutos)

Fonte: CommodityNetwork Trader’s Pro.

No exterior, o dollar index encerrou a quinta-feira cotado a 97,15 pontos, registrando alta semanal de 0,6%. Ao longo da sessão, marcada pela divulgação de dados fortes das vendas no varejo, que avançaram 1,6% em março, e pela revisão otimista das estimativas do mercado para o PIB americano no primeiro trimestre, o índice chegou a renovar máximas recentes de mais de um mês. Na próxima sexta-feira (26), o Departamento de Análise Econômica (BEA) divulgará os dados do Produto Interno Bruto norte-americano para o primeiro trimestre de 2019. Essa será a primeira estimativa oficial para os dados do PIB do período jan-mar deste ano, que foi marcado pelo shutdown parcial do governo federal norte-americano. O mercado projeta um crescimento anualizado da ordem de 2,2%, em linha com o observado no último trimestre de 2018.

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