Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Agenda de Indicadores – Estados Unidos (22 a 26 de outubro)

A terceira semana de outubro deve ser pontuada por falas dos membros do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (FOMC), que comentarão sobre a última decisão de política monetária da instituição, cuja ata foi divulgada na semana passada. Entre os discursos, terá peso especial a fala do economista Richard Clarida, recém nomeado como vice-presidente do Fed. Esta será a primeira fala de Clarida depois de assumir o cargo e ajudará a formar as expectativas do mercado sobre o viés que trará ao FOMC.

Em sua sabatina no Comitê de Bancos do Senado americano, realizada em maio, o economista se mostrou favorável a uma “abordagem equilibrada” da política monetária, que preserve a estabilidade de preços e permita o atendimento da meta de pleno emprego do Federal Reserve, evitando comentários a respeito dos impactos da expansão fiscal promovida pelo governo Trump sobre a economia. A desoneração oferecida por Washington com a aprovação de reforma fiscal no final de 2017 tem elevado as projeções para o déficit do Tesouro americano e contribuído para a alta nos rendimentos dos títulos da dívida do país e do dólar no cenário global.

Além da política monetária, estará no foco das atenções a divulgação de indicadores da atividade econômica para os Estados Unidos. O principal número será a primeira estimativa para o PIB no terceiro trimestre, previsto para a manhã de sexta-feira.

Para o mercado, o consenso é de desaceleração do crescimento em relação ao resultado oficial do trimestre imediatamente anterior. Enquanto o período de abril a junho apresentou um crescimento de 4,2%, auxiliado pelo consumo das famílias robusto (+3,8%), a expectativa é de um crescimento anualizado de 3,3% no terceiro trimestre. Apesar de as projeções para o consumo das famílias se manter elevado, assim como a formação bruta de capital fixo, os investimentos residenciais—que contabilizam as aquisições de domicílios pelo setor privado—mostram-se menos dinâmicos.

Divulgado na semana passada, o início da construção de residências apresentou desaquecimento de 5,3% em setembro para 1,201 milhões de novas unidades, terceiro pior valor para o indicador em 2018, mas compatível com a sazonalidade dos últimos anos. A conclusão das obras de novas residências também recuou consideravelmente, em 4,1%, para 1,162 milhões de unidades, seu menor valor desde novembro do ano passado.

 

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