Vitor Andrioli

Vitor Andrioli

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha desde 2015 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil como analista de Câmbio e Algodão.

Agenda de Indicadores – Ásia e Europa (22 a 26 de outubro)

Assim como observado na agenda americana, marcada por falas de membros do Fed, a União Europeia e o Reino Unido têm agendados para esta semana os discursos de Mario Draghi e Mark Carney, que tratarão do futuro das políticas monetárias do Banco da Inglaterra (BOE) e do Banco Central Europeu (BCE).

Em suas últimas falas, Carney tem alertado o governo britânico sobre as ameaças de uma saída desordenada da União Europeia, sem antes definir um acordo comercial e um acordo de transição para garantir os direitos de cidadãos e empresas europeias que encontram-se no Reino Unido. Em setembro, o presidente do BOE afirmou que no pior cenário poderia ser esperada uma queda de 35% no preço de imóveis residenciais britânicos ao longo de três anos, o que certamente teria fortes impactos sobre o setor financeiro do país.

Com o recuo dos indicadores da inflação britânica no mês passado, pressionados pelas incertezas em torno do Brexit, o BOE deverá desacelerar o ritmo de altas da taxa de juros do país. De acordo com o último levantamento do Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido, o índice de preços ao consumidor registrou queda de 0,2 p.p. entre agosto e setembro e encontra-se em 2,2%. O núcleo do indicador, que exclui os preços mais voláteis de alimentos, energia, fumo e bebidas alcoólicas, recuou para 1,9%, abaixo da meta de 2,0% do BOE.

Apesar das incertezas a respeito da saída do Reino Unido da União Europeia, a economia britânica registrou ligeira recuperação no segundo trimestre deste ano, crescendo 0,4% (ante 0,1% no primeiro trimestre), e apresenta taxa de desemprego baixa, em 4,0%, e ganhos salariais consideráveis. Caso a atividade econômica se mantenha em ritmo aquecido e o mercado de trabalho apertado, pode ser necessário que o BOE volte contrair as condições financeiras do país.

Na Europa, as expectativas com o discurso de Mario Draghi se referem à indicação de que o BCE deve prosseguir com a retirada de estímulos monetários e à posição da autoridade monetária europeia em relação aos planos do governo da Itália de ampliar seu déficit fiscal além dos limites permitidos pelas metas da UE a fim de cumprir promessas feitas durante o período eleitoral. Em uma conferência no início do mês, Draghi pediu calma ao governo italiano, ressaltando que a expansão do orçamento do país pode trazer incertezas ao euro.

Sobre a taxa de juros do ECB, a expectativa é de manutenção, pelo menos até a metade de 2019.

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