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O que são derivativos agrícolas?

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Muitos já ouviram, pelo menos uma vez, a palavra derivativo no que diz respeito ao mercado financeiro. Ocasionalmente, as notícias estão relacionadas a empresas que perderam ou ganharam muito dinheiro com derivativos.

Neste pequeno texto, pretendemos mostrar a importância dos derivativos para as empresas que trabalham com commodities; neste caso específico, commodities agrícolas.

De acordo com a própria palavra, derivativo se relaciona a derivação, ou seja, é algo derivado de outra coisa. No caso de derivativos agrícolas, eles derivam de negócios da venda de sacas de soja, por exemplo, que acontecem no mundo físico. São instrumentos financeiros utilizados para proteger os preços dos produtos que podem sofrer grandes oscilações.

Para deixar mais claro, usaremos um exemplo prático. O senhor José, produtor, plantou sua soja e, depois de todo o ciclo, a colheu e contatou uma cooperativa para negociar o preço da saca. Após fechar negócio, o senhor José entrega a soja para a cooperativa e recebe o pagamento acordado. O derivativo é quase a mesma coisa, porém ocorre em um ambiente virtual.

Ainda usando o senhor José como exemplo, suponhamos que ele tenha plantado a soja, mas ainda não a colheu, porém tem acompanhado informações de mercado e de safra mostrando que o Brasil terá a maior safra da história e vai ter soja a rodo disponível para os compradores, podendo fazer com que o preço fique muito baixo.

Nessa situação, o senhor José se preocupa, porque os preços baixos podem fazer com que ele tenha prejuízo e não consiga cobrir os custos que teve para produzir a soja. Porém, o senhor José já assistiu palestras, estudou por conta própria, e sabe que existe uma maneira de garantir o preço de venda da sua soja antes de negociar o produto físico.

Para isso, o senhor José vende um contrato de derivativo agrícola na Bolsa de Mercadorias ou então fecha um contrato para entrega futura com uma Trading. Esse contrato terá a data em que o senhor José entregará a quantidade de soja acordada, a qualidade especificada, e o valor por saca de soja concordado com a Trading. O senhor José ainda pode receber esse valor antecipadamente no momento em que assina o contrato de compra e venda ou não.

A trava de preço que foi feita pelo senhor José é uma operação financeira que se chama hedge e, para fazer esse hedge, o senhor José precisa saber que estará usando derivativos agrícolas para garantir que a negociação aconteça.

Então, resumindo, um derivativo agrícola é um instrumento financeiro que tem por referência um produto do mercado físico agrícola como soja, milho, boi, café e outros, com características pré-definidas e que tem por finalidade garantir proteção de seus produtos contra as oscilações de preço.

No mercado financeiro, também há aqueles que não são produtores e não possuem produto físico, porém utilizam os derivativos apenas para lucrar com a sua oscilação e não têm o propósito de proteger os preços. Esses são os famosos especuladores.

Frequentemente, a imagem de especuladores está ligada a agentes que bagunçam o mercado com sua especulação, porém eles têm muita importância, pois trazem liquidez ao mercado. E o que vem a ser liquidez? É líquido tudo aquilo que pode ser vendido rapidamente e transformado em dinheiro. Por exemplo, um vendedor de picolé no verão na praia de Copacabana terá muita liquidez, pois vai vender rápido. Já um vendedor de caldo de feijão no mesmo verão na mesma praia de Copacabana, terá muitas dificuldades.

Para finalizar, se o mercado onde se negocia derivativos só contasse com os produtores como o senhor José e as Tradings, haveria um impasse muito grande, uma vez que os dois lados buscam proteger seus custos e garantir seus lucros com os produtos físicos. Como o especulador não tem vínculo com produtos físicos, ele compra e vende derivativos de acordo com sua análise e com a intenção de ganhar dinheiro, fazendo com que o mercado se movimente.

Matéria escrita por Eduardo Hilário, colaborador INTL FCStone até dezembro de 2018.

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