No radar do clima, possibilidade de invernadas preocupa safra de grãos

INTL FCStone, em parceria com Rural Clima, organiza primeiro Seminário Online sobre Clima nesta segunda-feira (30)

Centro-norte brasileiro pode experimentar a ocorrência de invernadas entre os dias 12 e 20 de fevereiro deste ano. Quem explica é o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, durante Seminário Online sobre Clima organizado pela INTL FCStone na segunda-feira (30). “Esse novo período de invernada poderá trazer, mais uma vez, transtornos aos produtores de soja do Sudeste e Centro-Oeste, com perdas de produtividade e qualidade”, explica.

Segundo o agrometeorologista, a região Norte do país será uma das mais afetadas pela invernada, e a ocorrência do fenômeno também poderia interromper pontualmente a colheita de soja no Mato Grosso. “Todo dia vai sair soja do campo. Mas o produtor vai trabalhar menos: ao invés de 9 horas por dia, serão entre 5 e 3 horas, por exemplo”. Destaca-se ainda que um período de invernada em fevereiro poderia acarretar atrasos no plantio do milho ‘safrinha’ e, consequentemente, perdas de produtividade.

No Sul, apesar da perspectiva de ocorrência de chuvas frequentes e irregulares, há uma tendência de que venham ocorrer alguns períodos curtos de estiagem. Apesar disso, para o milho verão as condições ainda se manterão favoráveis ao desenvolvimento e, consequentemente, à produtividade.

- previsão para invernada

No Matopiba, as chuvas continuarão a ocorrer de forma irregular, mas com uma certa frequência; condição bem mais favorável do que as últimas duas safras. “Não é um ano ideal para eles [Matopiba, com ênfase para a Bahia] mas também nenhum desastre. Eu acho que será um ano bom de produções, porém não tão bom quanto os produtores precisavam para se recuperar das perdas que tiveram nos últimos anos”, avalia Marco.

Para o algodão, a boa regularização do regime de chuvas manterá os solos com níveis satisfatórios de umidade, favorecendo o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras e, com o prolongamento das chuvas ao longo do outono, as condições se manterão favoráveis, podendo, no máximo, ocorrer algumas perdas [muito] pontuais por excesso de chuvas.

O agrometeorologista considera o trigo como sendo a grande incógnita deste ciclo. “Caso se confirme um El Niño para o 2º semestre de 2017, há possibilidades de perdas na colheita por excesso de chuva, mas ainda é uma grande aposta plantar e investir no trigo para esse ano de 2017”, resume.

Em relação às áreas de pastagem, Marco destacou que as chuvas frequentes manterão os solos com bons níveis de umidade, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Porém, em algumas localidades do Sul e do Nordeste, as chuvas não serão tão regulares durante o verão. No Sul, o outono e o inverno deverão vir com chuvas regulares podendo, em alguns momentos, registrar chuvas acima da média.

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