Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.

Mesorregião de Araçatuba espera produção maior de cana e mix mais alcooleiro

Mesmo com geadas, produtividade esperada para 2019/20 tende a superar em 10% a safra anterior; participação do etanol pode aumentar em até 10 pontos percentuais no comparativo anual

 

Apesar da incidência de geadas, a produtividade esperada para o ciclo 2019/20 de cana-de-açúcar na Mesorregião de Araçatuba tende a superar em 10% a 12% os patamares observados no ciclo anterior – com o TCH podendo alcançar os arredores de 80 t/ha. “As condições climáticas se mostraram favoráveis aos canaviais, especialmente pela maior umidade registrada nos últimos meses”, aponta o analista de mercado da INTL FCStone, Matheus Costa, que viaja a campo.

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Com base nas lavouras visitadas pela INTL FCStone, o ATR médio pode se posicionar próximo aos níveis observados em 2018/19, de cerca de 137 kg/t. Comenta-se sobre a maior utilização de maturadores, o que ajuda a explicar a maior concentração de açúcares. Neste sentido, é preciso destacar que a tendência geral observada para o indicador ainda é de queda.
“Praticamente desde o início de minha viagem, venho comentando sobre as indicações de mix mais alcooleiro. De acordo com as conversas com produtores da região, há um ‘gargalo’ na produção de etanol, uma vez que a capacidade de destilação não tem sido suficiente para absorver a maior quantidade de matéria-prima no ciclo corrente, ‘obrigando’ unidades a fabricarem açúcar”, relata o analista Costa.
Foi comentado à INTL FCStone que após o cumprimento dos contratos de exportação, o adoçante tem sido majoritariamente armazenado para a comercialização durante o período de entressafra – em uma tentativa de aproveitar condições mais atrativas de mercado esperadas para a época.
De forma geral, há indicação de que a participação do etanol em algumas unidades produtoras pode aumentar em até 10 pontos percentuais no comparativo anual. “Esse número surpreende, especialmente quando consideramos o direcionamento recorde de cana à destilação biocombustível em 2018/19. Mesmo que baseado em amostras específicas, o crescimento citado evidencia que o produto pode assumir papel ainda mais importante no ciclo de 2019/20”, analisa Matheus Costa, da INTL FCStone.

Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.
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