Carolina Barboza

Carolina Barboza

Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas. Trabalha desde 2014 na Assessoria de Imprensa da INTL FCStone do Brasil, com foco na área de comunicação e marketing.

INTL FCStone relata visitas ao Porto de Roterdã e à Trading Cefetra

Compromissos comerciais integraram a agenda da III Viagem à China, promovida aos clientes da consultoria INTL FCStone

O Porto de Roterdã é o principal da Europa e quarto maior do mundo, e estende-se por 45km ao longo do rio, que cruza a cidade de Roterdã, na Holanda do Sul, nos Países Baixos. A INTL FCStone fez uma visita comercial ao porto, bem como à trading de componentes de ração, Cefetra, e reuniu as principais informações discutidas, a seguir:

+Leia também: INTL FCStone visita a Bolsa e o Porto de Dalian

Visita ao Porto de Roterdã
O Porto de Roterdã pertence 30% ao estado e 70% ao município. No final do ano, caso o balanço seja positivo, ambos recebem dividendos.
O principal negócio do Porto de Roterdã está ligado ao petróleo e seus derivados e, neste sentido, há a preocupação de que a base energética mundial passa por um momento de transformação.
Num modelo resumido, para expandir o Porto de Roterdã dentro do mar precisa-se apenas de dinheiro, tempo e muita areia.
Custo portuário: Holanda tem vantagens competitivas bastante grandes nos portos, e por isso seu custo é de 4 USD/ton. Comparativamente, na Inglaterra e Alemanha é de 15 USD/ton.
Frete internacional:
BRA – NETHERLAND – 22.0 USD/TON
USA – NETHERLAND – 19.5 USD/TON
ARG – NETHERLAND – 30.5 USD/TON

Visita ao Grupo Cefetra
A Trading Cefetra negociou, em 2017, volume de 5 milhões de toneladas de farelo, sendo 4,2 deles para a Europa. Importam, em ordem de relevância, do Brasil, Argentina e Estados Unidos, e usam em sua maioria farelo hypo 48.
Quanto ao mercado de milho, a Cefetra é uma grande importadora, sendo recorrente a escolha pelo Brasil. Este seria um ano de grandes volumes, por conta da quebra de safra da Europa, porém os preços brasileiros não estão competitivos, e a região do Mar Negro teve boa safra – garantindo o abastecimento do mercado europeu.
O grupo possui contratos e negócios por todo o mundo, conhecem outras empresas do mesmo seguimento, e não tem ouvido nem visto movimentação da China no mercado, originando outras commodities ou de outras origens. Mas o simples fato de existir essa expectativa no mercado tem mantido os preços firmes no mercado físico (ou minimamente não os deixado cair).
Atualmente, a soja americana posto Roterdã está 100 USD/ton mais barata do que a de origem sul-americana e, como a margem de esmagamento está elevada, a conta está interessante para importação de soja americana.
Segundo opinião do trader da Cefetra, Bald Sinke, estoques americanos estão nas máximas históricas (acima de 20%), nível associado a CBOT em 6 USD/bu. O mercado mantém níveis acima, muito em função da possibilidade de solução dessa Guerra Comercial. Passando as eleições no Congresso Americano, se Trump se mantiver fortalecido por 2 anos e a safra na América do Sul seguir boa, preços devem recuar abaixo dos 8.00 USD/bu. Entretanto, Sinke acredita em barreira forte neste nível, já que fundos tendem a se posicionar long com mercado neste nível.

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