Carolina Barboza

Carolina Barboza

Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas. Trabalha desde 2014 na Assessoria de Imprensa da INTL FCStone do Brasil, com foco na área de comunicação e marketing.

III Viagem Comercial à Índia se despede com visita à Usina Triveni

O último dia na Índia para a delegação brasileira que participa da III Viagem Comercial da INTL FCStone foi de bastante trabalho. Logo pela manhã, a equipe se deslocou para a cidade de Kathauli, em Uttar Pradesh, onde fica a unidade de mesmo nome do grupo Triveni Industries, um dos principais do setor açucareiro indiano. Apesar da distância em relação ao hotel no qual a equipe estava hospedada ser de menos de 100 Km, o trecho acabou durando mais de duas horas e meia devido ao intenso trânsito das vias indianas. Parte deste trânsito também pode ser atribuído, no trecho mais próxima da usina, ao grande número de tratores e carros de boi transportando cana.

Chegando à usina, que, para espanto de muitos, fica localizada dentro da cidade mencionada, o grupo foi recebido cordialmente pelo Dr. Ashok, diretor da planta. Inicialmente, o engenheiro e executivo falou um pouco sobre a unidade, que foi inaugurada em 1932 (na época era a maior da Ásia) e tem capacidade de processamento 14 mil toneladas de cana/dia; e sobre o grupo, que tem 7 unidades, com capacidade total de 35 mil toneladas de cana/dia. Nesta safra, a usina deve processar em torno de 2,1 milhões de toneladas de cana, fornecidas por 47 mil produtores, espalhados ao longo de 38 mil hectares.

Além das características da usina, houve um vívido bate-papo entre os participantes da viagem e os executivos da usina sobre as características da cultura canavieira no estado de Uttar Pradesh, comparando-o tanto com o estado de Maharashtra, visitado anteriormente, como com o visto nas usinas brasileiras.

Um exemplo interessante é a questão de que a cana-de-açúcar em Uttar Pradesh é predominantemente de dois cortes, assim como em Maharashtra, enquanto no Brasil se colhem cinco a seis, normalmente; ao contrário do último estado, entretanto, em Uttar Pradesh é a cana de segundo corte que possui produtividade agrícola maior, devido ao pequeno tempo de maturação da cana-planta.

Outra questão interessante levantada foi o fato de que proporção elevada da cana-de-açúcar produzida em Uttar Pradesh (25%-40%) não se destina à produção de açúcar, mas sim de gur (também denominado jaggery). Este produto é um adoçante pouco elaborado, produzido de forma artesanal e muito semelhante à rapadura, que é usado como um substituto mais barato do açúcar. Segundo estimativa dos executivos, existem em torno de 300 pequenas fábricas de gur em um raio de apenas 50 Km da usina, assim disputando cana com a mesma.

Após este bate-papo, os participantes se dirigiram a visita guiada pelas instalações da usina. A principal diferença notada em relação às indústrias brasileiras é a recepção da cana. Como, em Uttar Pradesh, a maior parte da matéria-prima é entregue diretamente na usina pelos fornecedores de cana, forma-se uma grande fila de pequenos agricultores entregando suas produções, usando para isso desde caminhões que carregam 40 toneladas de cana até carros de boi de conseguem transportar apenas 2 toneladas por viagem.

Após a visita à usina, que passou tanto pelas áreas de moagem de cana, produção e embalagem de açúcar, a equipe se dirigiu novamente para o escritório da usina, onde foi agraciada com almoço oferecido pela usina, antes de partir novamente para Nova Délhi.

Após a visita os participantes voltaram ao hotel e arrumaram as malas para a viagem de 23 horas que os espera de Nova Délhi até Guarulhos. Antes de partir, entretanto, a Índia ainda os presenteou novamente com a visão de um elefante passeando tranquilamente pelas ruas da capital do país. Assim, após inúmeras experiências novas e elucidativas, chegou ao fim a III Viagem Comercial da INTL FCStone à Índia.

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