Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.

Giro de Safra INTL FCStone tem reportado mix produtivo mais alcooleiro

Destilação de álcool pode ser mais acentuada do que o verificado na safra anterior, segundo levantamento da INTL FCStone

 

Com esforços focados à destilação de álcool, relatos de produtores à INTL FCStone têm corroborado à indicação de que o mix produtivo pode ser mais alcooleiro em relação ao ano passado. “O biocombustível hidratado tem sido utilizado para suprir a demanda goiana e, também, de Minas Gerais”, indica o analista de mercado da INTL FCStone, Matheus Costa, que realiza o I Giro de Safra INTL FCStone – Cana-de-Açúcar. O direcionamento de álcool às regiões Norte e Nordeste cresceu em 2019/20 ante aos últimos anos – reforçando a análise da INTL FCStone publicada em relatório semanal na primeira sexta-feira de julho.

+ Leia também: Apesar de efeitos climáticos adversos, microrregião de Uberaba mantém produtividade de cana

Em conversa com produtores e processadores de cana no Sul Goiano, destaca-se que as chuvas ocorridas desde fevereiro foram positivas aos canaviais avaliados, com ganhos de produtividade estimados entre 7% e 8%.
“Agentes comentaram que mesmo que as chuvas características da primavera demorem a chegar, o que prejudicaria o TCH, o potencial de ganho pode ficar ao redor de 5%”, relata o analista Costa.
As expectativas para o ATR médio, por outro lado, não seguiram tendência tão similar entre as lavouras visitadas pela INTL FCStone. Em ambientes de produção melhores, majoritariamente caracterizados como A e B, a concentração de açúcares nos colmos tem se mostrado de 2 a 3% inferior aos patamares observados em 2018/19. Comentou-se que se for ponderado pela moagem, o indicador pode inclusive se posicionar acima da temporada anterior.
Canaviais cultivados em ambientes de menor qualidade, de E até G (segundo metodologia considerada), a queda no ATR tem ficado em cerca de 7%. Outros diversos fatores influenciam nessa disparidade, como as variedades utilizadas e o manejo da cultura.
“Produtores das localidades com ambientes predominantemente E/F/G comentaram que após as chuvas, as frentes de colheita ficam apenas algumas horas paradas – dada a conjunção de temperaturas mais elevadas na região e solos com textura mais arenosa, com menor capacidade de retenção de água. Em solos com maior teor de argila, o tempo de espera é usualmente maior”, explica Matheus Costa.
O consenso entre as duas partes visitadas pela INTL FCStone é que os ganhos no TCH compensam – algumas vezes integralmente – a menor concentração de açúcares no colmo.
Quanto à geada, os efeitos também foram sentidos majoritariamente sobre as soqueiras, mas, até agora, não é esperado efeito expressivo sobre o rendimento – tanto nesta quanto na próxima temporada. Comentou-se, inclusive, que o fenômeno climático atuou como maturador natural para canaviais em estádios mais avançados de desenvolvimento.
No mais, o maior florescimento se mostrou presente em todas os campos visitados, mas como comentado anteriormente para outras partes do Centro-Sul, o manejo de colheita tem evitado impactos negativos sobre o rendimento dos campos.

Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.
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