Carolina Barboza

Carolina Barboza

Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas. Trabalha desde 2014 na Assessoria de Imprensa da INTL FCStone do Brasil, com foco na área de comunicação e marketing.

EUA: com safra boa em Iowa, não é esperado impulso nos preços do óleo

INTL FCStone visita Western Dubuque Biodiesel, que produz 30 milhões de galões de biodiesel anualmente

 

As percepções de que a safra 2019/20 de grãos estão favoráveis no estado de Iowa têm sido concretizadas ao longo das visitas da X Viagem Comercial aos Estados Unidos. De acordo com o CEO da Western Dubuque Biodiesel, Tom Burton, o resultado do estado deve ser muito bom, e os níveis elevados de estoques para os EUA como um todo apontam que os preços do óleo de soja não devem subir. Mesmo assim, caso o óleo fique mais caro, as margens a empresa tendem a ser bastante prejudicadas. De qualquer maneira, a Western Dubuque Biodiesel faz o hedge do óleo para os próximos 12 meses.
Em relação à guerra comercial, apesar de as tarifas estarem prejudicando o setor agrícola norte-americano, o CEO Burton enxerga o presidente Trump como um defensor do segmento, e este sentimento de repete no Meio Oeste em geral.
A planta compra óleo de soja de terceiros para sua operação e eventualmente utiliza óleo de canola. A produção anual alcança 30 milhões de galões de biodiesel e a operação é kosher.

+Leia também: EUA: a percepção de que Iowa deve ter uma safra boa foi reforçada pelas duas visitas realizadas no segundo dia de viagem

O grupo que viaja com a INTL FCStone visitou a parte industrial da planta e esclareceu várias dúvidas. A Western Dubuque Biodiesel é dividida em duas partes: a de tratamento do óleo de soja e a de produção de biodiesel. Antes do óleo de soja seguir para o processo produtivo, são feitos testes, com o objetivo de realizar adequações na matéria-prima. Por exemplo, é avaliado o nível de fósforo no óleo.
A glicerina extraída durante a produção do biodiesel é do tipo crua (loura) e representa cerca de 10% do óleo que entra, mas é reincorporada no processo. O tempo total de produção varia de 12 a 14 horas, destacando que a planta opera 24 horas, 7 dias por semana, com uma eficiência muito alta, ocorrendo poucas perdas.
O biodiesel é escoado por trem, caminhão ou duto, e neste último caso é preciso levar o produto até uma estação de dutos, pois não passam pela área da empresa. A Western Dubuque comercializa biodiesel puro e a mistura ocorre na bomba, com o consumidor podendo escolher o percentual do biocombustível.
Em Iowa e na maior parte dos EUA, não há um mandato fixo para a mistura, tem-se uma definição dos volumes de biocombustíveis que devem ser utilizados. No estado, geralmente se usa uma mistura de 10% no verão e de 5% no inverno, uma vez que baixas temperaturas podem afetar o biodiesel. Os preços do biodiesel e do diesel são, no geral, próximos.

A planta começou a operar em agosto de 2007, após cerca de um ano de construção. Foram levantados US$ 42 milhões em apenas 8 horas, com 557 investidores da região, após ter sido anunciado em jornais locais e no boca a boca. Com isso, muitos investidores foram recusados, pois o objetivo já tinha sido alcançado. A Western Dubuque é destaque em eficiência, superando inclusive plantas integradas com o esmagamento da soja. Outro ponto de destaque é a não ocorrência de acidentes desde o início da operação, 12 anos atrás. A Western Dubuque enxerga o futuro do biodiesel como muito promissor, diante do ímpeto de diminuir a poluição. Além disso, novas tecnologias, que poderiam configurar uma ameaça, também têm limitações, como o preço das baterias nos carros elétricos e de onde vem a energia para alimentar estas baterias. Em comparação com o etanol de milho do país, por exemplo, o biodiesel tem uma classificação melhor quanto à emissão de gases do efeito estufa.

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