Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.

Catanduva espera aumento de 5% na produtividade de cana-de-açúcar

Volumes recebidos entre agosto e novembro, assim como a volta das precipitações a partir da segunda metade de fevereiro beneficiaram os canaviais

 

Na região de Catanduva, dentro da mesorregião de São José do Rio Preto, a situação dos canaviais apresenta melhora significativa em relação ao ano passado. Imprevistos climáticos não inibiram aumento na expectativa de produtividade, que deve ser em torno de 5% em relação a 2018/19.
O ATR médio, entretanto, está até 10 Kg/ton abaixo da safra passada até o momento e espera-se que termine o ciclo atual ao redor de 5 Kg/ton inferior a 2018/19. Mesmo considerando esta queda, a produtividade em termos de ATR por hectare supera o ciclo anterior.

+Leia também: Em Presidente Prudente, cana recupera-se de veranico e deve superar produtividade de 2018/19

“Se, pelo lado negativo, a situação de maior TCH e menor ATR aumenta o custo logístico de produção do açúcar e do etanol, este cenário também vem aumentando a disponibilidade de bagaço nas usinas”, avalia o analista de mercado da INTL FCStone, João Paulo Botelho. “Com isso, algumas estão conseguindo faturar mais com a venda de eletricidade para a rede, mesmo que os preços estejam menores do que alguns esperavam no começo da safra”, explica.
Quanto ao mix produtivo, as usinas têm focado na produção de etanol, em vista da remuneração muito mais favorável oferecida pelo produto.
“Comentou-se até de pequenos investimentos em aumento da eficiência industrial na produção do biocombustível. Com isso, o açúcar produzido vem sendo direcionado principalmente ao cumprimento de contratos de exportação e no mercado interno, com poucas vendas novas”, relata Botelho.
Entre as duas variedades de etanol, o hidratado vem sendo favorecido devido à maior liquidez do mercado spot e também do menor consumo de vapor exigido na sua destilação. Por isso, os volumes de anidro também vem sendo direcionados majoritariamente ao cumprimento de contratos de fornecimento.

Cana com florescimento

Clima
Mesmo com chuvas fracas entre dezembro e a primeira quinzena de fevereiro, os volumes recebidos entre agosto e novembro, assim como a volta das precipitações a partir da segunda metade de fevereiro acabaram beneficiando os canaviais. Além disso, algumas usinas e fornecedores investiram em melhora dos tratos culturais.
As geadas, que vem sendo um dos tópicos mais comentados do mercado, não tiveram impacto decisivo sobre a região, com uma pequena fração das áreas afetadas (comentou-se entre 2 e 3%). Os produtores optaram por colher imediatamente a cana afetada para reduzir os impactos sobre o ATR.
“O maior impacto notado neste caso foi que esta opção pode ter atrasado a colheita de cana florida, o que também tem impactos negativos sobre a concentração de ATR”, relata o analista João Paulo Botelho, da INTL FCStone.
Além disso, houve alguns problemas pontuais com incêndios na região, principalmente a partir de maio, quando as chuvas começaram a cessar.
Entre as novas práticas agrícolas que algumas usinas e fornecedores vêm adotando, destaca-se o plantio em sistema de MEIOSI, normalmente incluindo rotação com a soja. Neste sistema, os produtores têm obtido melhor TCH da cana planta, além de redução nos custos logísticos em alguns casos. Além disso, o enleiramento da palha da cana após a colheita vem trazendo resultados positivos, tanto no controle de pragas, como no aumento da matéria orgânica e redução da perda de umidade dos solos.

Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.
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