Carolina Barboza

Carolina Barboza

Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas. Trabalha desde 2014 na Assessoria de Imprensa da INTL FCStone do Brasil, com foco na área de comunicação e marketing.

Afetada pela guerra comercial, Gavilon compensa com vendas no mercado doméstico

Apesar do impacto sobre o setor agrícola norte-americano, empresas e produtores demonstram apoio ao Trump

 

Na quarta-feira (28), após o almoço, o grupo da X Viagem Comercial da INTL FCStone aos EUA visitou o terminal da Gavilon no Rio Mississipi, em Dubuque, Iowa. Por esse terminal são embarcados grãos e outros produtos, em direção ao Porto de Nova Orleans, no Golfo (NOLA), por meio de barcaças. Uma curiosidade é que, além de o Rio Mississipi separar Iowa de Illinois, a cidade de Dubuque também faz fronteira com Wisconsin.

+Leia também: EUA: com safra boa em Iowa, não é esperado impulso nos preços do óleo

Em relação à guerra comercial, as pessoas com a INTL FCStone conversou se mostraram em linha com a opinião dominante ao longo da viagem, com apoio ao presidente Trump, apesar dos prejuízos causados ao setor agrícola norte-americano. A própria Gavilon sentiu os impactos nas exportações e tem compensado com o aumento das vendas para o mercado interno, com destaque para o milho.
Destaca-se que os grãos e os fertilizantes movimentados são da própria Gavilon, que compra os produtos e revende, fazendo o hedge em Chicago. A empresa também atua somente como intermediária, de aço e sal, por exemplo. As barcaças utilizadas são de terceiros, com a Gavilon não sendo dona de nenhuma das embarcações.

 

A viagem entre Dubuque e Nova Orleans pelo rio demora em torno de 3 semanas e o custo atual do frete para a soja é de 80 cents por bushel e de 71 cents para o milho, em comparação com cerca de US$ 1,00 por bushel para a mesma rota por trem. O giro dos produtos é muito rápido, com a capacidade de armazenagem sendo pequena no terminal. A logística privilegiada também para se chegar ao terminal garante uma grande procura pelos serviços oferecidos. Destaca-se que as barcaças sobem o Rio Mississipi, em geral, com outras cargas, garantindo um frete retorno.
Quanto aos números do USDA, a maior dúvida continuaria sendo a área plantada, que ainda pode passar por revisões consideráveis. Já em relação à produtividade, as fontes questionadas durante a visita indicaram que o número do USDA não estaria muito fora.

O grupo que viaja junto à INTL FCStone conheceu, também, uma eclusa do Rio Mississipi, que fica em uma barragem localizada próxima do terminal da Gavilon. O rio conta com mais de 20 barragens ao longo de seu curso, que são utilizadas para controlar o nível de água. Com isso, as barcaças precisam cruzar esses pontos por meio de eclusas. O grupo visitou a estrutura de número onze, que pertence ao governo e é de responsabilidade do Corpo de Engenheiros do Exército.

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