Oeste Catarinense encontra condições favoráveis ao plantio da soja

De acordo com o levantamento da INTL FCStone, em parceria com a Expedição Safra, cerca de 60% da área destinada à soja já foi plantada na região de Chapecó

 

JpegNesta semana, a INTL FCStone chega à Santa Catarina para documentar as condições de início da safra junto à equipe da Gazeta do Povo do Paraná. Em sua primeira parada, na região de Chapecó, os técnicos encontram condições favoráveis à produtividade, com expectativas girando em torno de 160-170 sacas/ hectare para o milho e 60-65 sacas/ ha no caso da soja.

“Os produtores confirmam que o clima até agora esteve próximo do ideal, o que, caso persista, terá um impacto positivo no resultado da safra. Eles também informam que tiveram pouco ou nenhum problema com pragas ou doenças”, completa o Analista de Mercado da INTL FCStone, Fábio Rezende.

Na região do Oeste Catarinense, cerca de 60% da área pretendida de oleaginosa já foi plantada. O milho de verão já foi praticamente todo semeado, sendo que 80% se encontra em fase vegetativa e os 20% restantes já florescendo. “A área plantada de milho avançou bastante, próximo a 20% em relação ao ano anterior. Cerca de 70% do trigo já foi colhido”, explica Rezende.

Destaca-se que o plantio de soja ocorreu em dois momentos. A menor parte dos trabalhos se concentrou na primeira quinzena de setembro, representando a parcela da área que receberá milho ou soja na segunda safra. Já a maior parte do plantio se deu na primeira quinzena de novembro. O milho começou a ser plantado na segunda quinzena de setembro, e a expectativa é de que a maior parte do cereal seja colhido em fevereiro (enquanto a soja, em março).

JpegO custo de produção médio da região avançou cerca de 5% em relação à safra passada, e é estimado em R$ 2800/ ha para a soja e R$ 2000/ ha para o milho. Entre os custos que mais subiram, destaca-se o óleo diesel. A alta nos custos também ocorreu por conta de um aumento do investimento em tecnologia por parte dos produtores.

“A Cooperativa Alfa reporta que vendeu 25% mais fertilizantes aos produtores em 2016/17 do que na safra anterior, porém parte desse incremento se deve ao aumento do número de cooperativados”, relata o Analista Rezende, que está a campo. Os produtores também informam terem ampliado as aplicações de adubos, tanto na oleaginosa como no cereal.

Apesar dos preços atrativos, poucos produtores anteciparam a venda de milho ou soja, já que esperavam maiores altas dos valores dos grãos. Estima-se que entre 20% a 30% da safra tenha sido comercializada até o momento. A Cooperativa Alfa também reporta ter comprado apenas um terço do volume médio de soja para essa época do ano.

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Fonte: Carolina Barboza, com informações do enviado especial Fábio Rezende / INTL FCStone // Carolina.Barboza@intlfcstone.com. Fotografia: Fábio Rezende / INTL FCStone

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