No Paraná, desafio do produtor é compensar custos mais altos com produtividade

Além do clima irregular, produtor paranaense deve driblar a safra 2015/16 de grãos entre investimentos mais altos e riscos no rendimento

“Se você não investir você não tem produtividade”. Quem afirma é o Presidente da Aprosoja Paraná, José Eduardo Sismeiro, que partiu de um custo de produção de 90 sacas por alqueire para o ciclo decorrente, o que corresponde a 15 sacas por hectare a mais do que a safra anterior.
Os custos mais altos têm caminhado na contramão da produtividade que, no caso de José Eduardo, deve cair no mínimo 20 sacas por alqueire em sua propriedade localizada no município de Goioerê.
O atraso no ciclo da soja – que veio desde a semeadura, com um plantio mais espaçado – acarretou em problemas com o milho ‘safrinha’, que espera a oleaginosa sair do solo.
Na ponta do lápisO clima úmido propiciou a proliferação da ferrugem, problema que acarretou em mais aplicações e, consequentemente, mais custos. “Você paga pela tecnologia e a tecnologia não resolve. Produtores sofrem com a falta de liberação de produto para conter praga”, explica o Presidente da Aprosoja. As lavouras têm necessitado, em média, três aplicações para conter o problema com a ferrugem.
De acordo com o Engenheiro Agrônomo da Coamo, Marcelo Sumiya, o custo da safra recorrente está em R$ 1.800/ hectare, contra R$ 1.500/ hectare o ano passado, fato que acabou se compensado porque, apesar do investimento maior, a soja se mostra mais rentável.
Quem vê a situação com um pouco mais de otimismo também é o Presidente da Coopavel, Dilvo Grolli. “O produtor está colhendo uma safra boa, com custo 25% mais alto, mas o preço acompanhou”, resume.
Para o produtor, resta compensar os imprevistos do clima com bom manejo do solo e equilíbrio das despesas. “O que nós temos que pensar muito é o custo benefício. É o que você investe e o que você lucra. É conseguir ter mais estabilidade. A demanda que está segurado tudo. A gente acredita que a demanda vá aumentar, mas temos que encontrar um caminho para que o produtor trabalhe com mais segurança”, diz José Eduardo Sismeiro.

MARINGÁ (2)

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