Fôlego no Centro-Oeste traz otimismo para a soja

Após enfrentar quebras importantes nas últimas safras, produtores goianos têm a chance de respirarem mais aliviados no ciclo recorrente. O Centro-Oeste brasileiro, de modo geral, tem registrado rendimentos satisfatórios no campo, o que motivou a consultoria INTL FCStone a aumentar, ainda nesta semana, sua estimativa de safra. Em Goiás, a produção subiu para 10,1 milhões de toneladas, contra 9,4 milhões de toneladas na revisão anterior.

Apesar do atraso no plantio e um início de safra com chuvas abaixo da média, o clima de janeiro e fevereiro de 2016 foi muito favorável ao desenvolvimento das lavouras e permitiu uma recuperação da umidade do solo e, consequentemente, da produtividade. “Como este é um período crucial para determinar a produtividade da soja, já que predomina a fase de enchimento de grãos, o potencial produtivo se recuperou e os resultados tem surpreendido os agricultores”, explica a Coordenadora de Inteligência de Mercado da INTL FCStone, Natália Orlovicin.

Em estudo especial divulgado nesta sexta-feira (04), a consultoria explica que, mesmo com chuvas abaixo da média no início da temporada, foi possível um crescimento vegetativo de maneira saudável, potencializado pelas precipitações que vieram mais tarde. “De acordo com a nossa análise de risco, a maior parte das microrregiões produtoras do estado apresenta um ‘baixo risco’ associado a perdas de produtividade por causa do clima, uma vez que o nível de precipitação normal é muito acima do necessário para o desenvolvimento adequado da safra”, completa Natália.

O clima mais úmido no início deste ano também favoreceu Minas Gerais, que tem esperado rendimentos muito próximos da máxima já atingida no estado. “A estimativa de produção é de pouco mais de 4 milhões de toneladas, com produtividade de quase 50 sacas por hectare”, afirma a Coordenadora.

precipitação acumuladaDados: Bloomberg; Elaboração: INTL FCStone

‘Giro da Safra II – Minas Gerais e Goiás’ é o segundo estudo de uma série de relatórios que trazem classificações de risco criadas pela INTL FCStone a respeito da produtividade de cada microrregião, combinadas a dados climáticos do mês de janeiro de 2016 e às atualizações de acompanhamento de safra em parceria com a Expedição Safra, projeto realizado pelo Agronegócio Gazeta do Povo.

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