Em Rondonópolis, safra de soja avança dentro da janela e com cautela na comercialização

Após analisar a região norte do estado do Mato Grosso, a Expedição Safra vira seu rumo para o sul do estado. A próxima parada é em Rondonópolis, cidade que concentra grande parte da logística do estado e também tem uma produção pujante nos seus arredores

 

rondonopolisA primeira parada na cidade é para conversar com Murilo Alves Moreira, supervisor de projetos da APROSOJA, que oferece suporte no campo aos produtores. Assim como no restante do estado a perspectiva de produção é boa, apesar de não se observar um adiantamento tão grande quanto no norte e oeste do estado. Em Rondonópolis, sul do Mato Grosso, as chuvas demoraram mais para chegar e os índices de plantio estavam em torno de 70% a 80% no dia 10 de novembro.

Chuvas adicionais poderiam promover a finalização do plantio rapidamente, afirma Murilo, que também indica que algumas áreas podem ter de ser replantadas devido à estiagem pós semeadura. O investimento em adubação e foi apenas suficiente, destaca Murilo. As perdas da safrinha 2016 impactaram negativamente no caixa das empresas, que adotaram uma postura mais conservadora nessa safra.

O comportamento conservador também é observado na comercialização, que não havia destravado até o momento da entrevista. A recente alta do câmbio certamente levou a uma maior comercialização da safra.

A segunda parada em Rondonópolis é no escritório de Ermes Pasqualotto, grande produtor da região com 6 mil hectares em produção de soja na primeira safra. As variedades escolhidas são divididas na proporção de 60% resistente ao glifosato e 40% resistente a lagarta. Entre suas propriedades, Ermes espera produzir uma média de 55 sacas por hectare, 10 sacas a mais do que as 45 retiradas do campo no ano passado. A quebra foi causada pela seca. Segundo o produtor, foi o pior ano em 32 anos de experiência.

Para a segunda safra, o agricultor pretende produzir 4 mil hectares de milho safrinha, a depender das condições do mercado. A produtividade deve ficar entre 105 e 110 sacas na safrinha 2017, contra 95 sacas retiradas no início de 2016. O restante da sua área será dividido entre sorgo e braquiária para safrinha, visto que o produtor também possui cerca de 9 mil cabeças de gado em produção.

O plantio ocorreu conforme o esperado, sem maiores problemas e dentro da janela ideal. Isso também levou o agricultor a investir em melhores sementes, calagem do solo e apostar em uma agricultura mais tecnificada, de “semi-precisão”, como diz o produtor.

Quanto a comercialização, o Grupo Pasqualotto se mostra conservador, como o restante do mercado. A estimativa do gestor Ermes é que apenas 20% da sua safra havia sido comercializada até a semana passada, enquanto a média seria de 50% em anos anteriores. No milho safrinha nada foi comercializado até àquele momento, enquanto a média seria 20%.

Com essa visita chegamos ao fim da passagem da Expedição Safra pelo Mato Grosso. Voltaremos aqui no final de janeiro, quando a colheita já deve estar a todo vapor, dado o acentuado adiantamento no plantio. Agora seguimos para Rio Verde, Goiás, onde veremos a situação no estado vizinho.

Fonte: Pedro Verges / INTL FCStone

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