Ana Luiza Lodi

Ana Luiza Lodi

Formada em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Teoria Econômica pela mesma universidade. Trabalha desde 2012 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil, com foco na área de grãos.

Dados de line-up indicam exportações ainda mais aquecidas

Dados oficiais da Secex indicam que as exportações de soja do começo de 2017 até 08/12 alcançaram 66,45 milhões de toneladas (mi t). Com isso, a estimativa da Conab para embarques de 2016/17, elevada para 66,5 mi t no último dia 12, já está desatualizada.

Considerando os dados de line-ups de navios, até 13/12, os embarques já estariam em 67,3 mi t. Somando o volume que se encontra na fila de exportação, o total sobe para 68,6 mi t. Esse número está cerca de 3,16% acima da estimativa atual da Conab.

As exportações de milho desde fevereiro até o dia 08/12 alcançaram 25,2 mi t. Dados de line-up apontam para embarque de 27,1 mi t do início de fevereiro até o dia 13, com mais 2,45 mi t programadas. Assim, os volumes levam a um total exportado de 29,5 mi t, nível um pouco abaixo do estimado pela Conab. A Companhia espera que até o final de janeiro de 2018 o Brasil exporte 30 mi t de milho.

Divergências

Essas diferenças ocorrem devido à maneira como os dados são processados. As informações oficiais levam um tempo maior para entrar no sistema e contar como exportação em um período específico. Dessa forma, uma carga que já deixou o país acaba sendo computada num período posterior. Tal carregamento, portanto, pode ser registrado num mês diferente ou até mesmo em outro ano safra. Independentemente de quando o milho e a soja deixaram ou vão deixar o país, esse volume maior de exportações impacta o balanço de O&D. Se os embarques alcançarem 68,6 mi t, os estoques finais do ciclo 2016/17 ficarão em torno de 1,5 mi t. Isso considerando que a Conab cortou significativamente o consumo doméstico em seu último levantamento, dando folga maior para os estoques.

No caso do milho, mesmo que mais de 30 mi t sejam exportadas até o fim de janeiro/2018, uma situação confortável ainda é esperada. Isso porque as estimativas apontam para estoques recordes nesta safra 2016/17. Em conclusão, esse cenário de ampla oferta deve se manter até que se confirmem as perspectivas para a próxima safrinha, cujo plantio se dá no início de 2017.

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