Ana Luiza Lodi

Ana Luiza Lodi

Formada em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Teoria Econômica pela mesma universidade. Trabalha desde 2012 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil, com foco na área de grãos.

Com clima nublado e soja pronta no campo, produtor dispara: “Não adianta ter preço e não produzir”

Condições irregulares durante toda a safra 2015/16 paranaense colocam dúvidas em relação à qualidade e produtividade da oleaginosa

 

MARINGÁ (8)Dos 250 alqueires de soja do produtor Marco Bruschi Neto, de Maringá, 40% estava sem colher até o final da última semana. As chuvas que afetam a retirada da oleaginosa no campo não são as únicas intempéries. “É um ano difícil e irregular tanto para a soja quanto para o milho. Não adianta ter preço e não produzir”, dispara.

Os problemas vieram desde a semeadura, com o excesso de chuvas, mas também se estendeu ao desenvolvimento da planta. O produtor relata que, em janeiro, uma estiagem de 15 dias fez a soja murchar pelas temperaturas muito elevadas. Da área colhida, Marco registrou média de 125-130 sacas por alqueire, produtividade abaixo do ano passado, ciclo em que conseguiu 150-160 sacas por alqueire.

As consequências destas condições irregulares, em suma, estão na maturação desuniforme da soja, além do peso menor dos grãos. “Aqui aconteceu de tudo. Atraso no plantio, chuva no plantio, acúmulo de água recorde em novembro e dezembro, um pouco da falta da luminosidade, estiagem em janeiro, temperaturas elevadíssimas. São vários fatores que têm mostrado que a produtividade não vai ser tão boa quanto esperávamos”, explica o Coordenador Técnico da Cocamar, Emerson da Silva Nunes.

O Coordenador ainda afirma que, apesar de o visual da planta parecer satisfatório, após a colheita é possível notar a falta de enchimento do grão. Do total de 260 mil hectares de soja administrados pela Cocamar no estado do Paraná, 125 sacas por alqueire têm sido a média de produtividade registrada.

Com previsão apontando chuvas e céu nublado até o final da primeira quinzena deste mês, o cultivo do milho torna-se uma incógnita. “O produtor se motivou a plantar o milho, mas não estávamos esperando essa condição climática”, ressalta Nunes.

Ainda falando em riscos, a Cocamar destaca a ocorrência de percevejo e ferrugem em áreas cujo manejo não foi realizado. Também foram registrados casos pontuais de ervas daninhas. O custo de produção subiu 15% em relação à safra 2014/15 motivado por insumos, principalmente, e óleo diesel.

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