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Ana Luiza Lodi

Ana Luiza Lodi

Formada em Ciências Econômicas pela UNICAMP com Mestrado em Teoria Econômica pela mesma universidade. Trabalha desde 2012 na Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil, com foco na área de grãos.

Balanço de O&D do milho deve ficar mais folgado

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Perspectivas para safras de soja e de milho verão 2017/18 são positivas, após início lento por chuvas irregulares

A INTL FCStone elevou sua estimativa para a safra de soja de 107,6 para 110,1 milhões de toneladas (mi t) em janeiro. Com isso, houve um avanço de 2,34%. A elevação decorreu de revisões na produtividade de vários estados do país, enquanto a área plantada manteve-se inalterada. Por sua vez, a safra de verão do milho não sofreu mudanças na estimativa de produção. O número continuou em 23,4 mi t, queda de 23% em relação ao ciclo anterior. Assim como para a soja, o clima também está, no geral, favorável para a primeira safra de milho. Esse recuo considerável da produção na comparação anual decorre de uma forte queda na área plantada. O milho perdeu espaço para a soja e fica cada vez mais concentrado no inverno.

Clima ainda suscita preocupações

Mesmo com as perspectivas positivas, ainda há algumas preocupações mais pontuais.  O destaque, nesse sentido, é o padrão mais seco no Rio Grande do Sul. A volta das chuvas beneficiou o desenvolvimento das lavouras de soja. Segundo a EMATER/RS, cerca de 84% estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 15% em floração e 1% já em enchimento de grão. Para o milho, no entanto, pode haver pequena perda de potencial produtivo. Isso porque o período mais seco atingiu as plantas em fases mais adiantadas de desenvolvimento. É importante lembrar que o plantio do cereal começa cedo no estado. A colheita está em andamento, alcançando 7% das lavouras até o último dia 05, enquanto outros 60% estão em fase de maturação.

O clima deve continuar sendo acompanhado de perto. Essa monitoração é importante porque as lavouras de soja passam pela fase de enchimento de grão em várias áreas do país. A colheita já começou pontualmente para aqueles que conseguiram semear mais cedo. O clima de janeiro também é muito importante para o milho, principalmente com os atrasos registrados e onde o plantio ocorre mais tarde. Em estados onde o ciclo é mais tardio, tanto para a soja quanto para o milho—como em áreas do MATOPIBA—, o clima em fevereiro também é determinante. As previsões climáticas indicam um clima mais chuvoso nesta semana nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. A partir do final de semana, as chuvas devem ser mais leves em grande parte do país.

Milho

Para o milho, as perspectivas apontam para estoques de passagem muito elevados, acima de 19 milhões de toneladas. As exportações estão mais fortes do que ano passado e as estimativas de embarques de 30 mi t entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018 devem ser alcançadas. Até dezembro, os embarques ficaram em 27,8 milhões de toneladas. Com essa disponibilidade elevada, mesmo a estimativa de forte recuo da safra de verão não deve gerar grandes problemas. O balanço de oferta e demanda serão determinados pela safrinha deste ano. A perspectivas apontam para alguma queda de área e produtividade menor.

A INTL FCStone estima uma produção de 63,2 mi t no inverno. Isso deve-se, também, a menores investimentos planejados pelos produtores. Existem, ainda, grandes possibilidades de atrasos no plantio, após a soja também ter começado a ser semeada mais tarde. Se esse número de 63,2 mi t for confirmado, as perspectivas são de manutenção de uma oferta muito folgada. Contudo, caso haja problemas relevantes com a safra de inverno, a situação pode mudar.

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