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Fábio Rezende

Fábio Rezende

Possui graduação em Ciências Econômicas e especialização em Finanças Corporativas pela UNICAMP. Trabalha na divisão de Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2014.

Importações de fertilizantes intermediários avançam 20,1% em 2017

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Brasil importou cerca de 28,6 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários em 2017

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), volume totalizou cerca de US$ 7,33 bilhões. A tonelagem importada de fertilizantes no ano passado superou em 20,1% o total de 2016, enquanto o valor total das internalizações cresceu 22,1% no período.

Nota-se que, nos sete anos analisados (2011-2017), as importações de adubos cresceram em um ritmo médio anual de 4,7%, considerando que 20,71 milhões de toneladas adentraram o país em 2011. Todavia, o valor das importações seguiu em tendência oposta, recuando a uma taxa média de 3,1% ao ano – mesmo com um aumento entre 2016 e 2017 – por conta da queda dos preços dos adubos no mercado internacional no período.

Como de costume, o cloreto de potássio (KCl) foi o fertilizante mais importado em 2017, com um volume de 9,67 mi t, avanço de 11,0% na comparação com 2016. Esse produto é o mais consumido no Brasil por conta da elevada demanda de K por algumas das culturas mais comuns no país, como a soja e a cana-de- açúcar, e por não existir outro fertilizante potássico amplamente utilizado. A reduzida capacidade de produção doméstica de apenas 655 mil t também aumenta a necessidade de aquisição do KCl no comércio externo.

A ureia figurou como o segundo adubo intermediário mais importado no ano passado. Cerca de 5,42 mi t do produto foram adquiridos no acumulado de 2017, o que representou um aumento de 37,1% em relação às 3,96 mi t internalizadas em 2016. O forte aumento das compras externas de ureia ocorreu por conta do maior investimento na safrinha de milho de 2017 e cortes de produção nas unidades da Petrobrás, que reduziram em mais de 40% a produção doméstica. A tonelagem importada de fosfato monoamônico (MAP) em 2017 avançou 33,9% na comparação ano-a- ano, para 3,63 mi t. Outros fertilizantes que contêm nitrogênio e fósforo (que inclui o NP 11-44) também tiveram um acréscimo significativo nas importações do último ano em relação a 2016, de 34,8%, para 2,27 milhões de toneladas.

O aumento das compras externas de fosfatados esteve relacionado com o maior investimento na safrinha de milho e na safra de verão de soja. As compras externas de formulados NPK também apresentaram um avanço significativo, de 27,9% na comparação anual, para 1,12 milhões de toneladas.

De forma geral, os fosfatados e potássicos tiveram seu pico de importação entre maio e julho, já que estes são majoritariamente destinados ao cultivo da soja. Os nitrogenados, por sua vez, observaram dois picos de internalização: no início e no final de 2017, período que atende a demanda dos produtores de milho safrinha e café.

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