Jaine Gomes

Jaine Gomes

Graduanda em Ciências Econômicas pela UNICAMP. Integra o time da Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2019 nos mercados de Energia, Fertilizantes e Cacau.

Deterioração na relação entre EUA e China provoca liquidações no mercado de petróleo e pressiona insumos petroquímicos

Alinhado às baixas registradas nas cotações do petróleo e gás natural, os principais insumos petroquímicos também registraram recuos na quinzena. A nafta ao Noroeste da Europa encerrou o pregão da última sexta-feira (02) cotada a USD 53,49/bbl, com retração quinzenal de 5,2%, e como o insumo registrou queda em maior intensidade que o petróleo, o crack nafta-Brent recuou para USD – 8,40/bbl.

O petróleo Brent acumulou queda de 0,9% na quinzena, cotado a USD 61,89/bbl ao fim da semana passada. A desvalorização da commodity decorre do aprofundamento das tensões envolvendo Estados Unidos e China. Apesar dos países terem retomado recentemente as negociações – as quais estavam paralisadas desde maio –, novamente o governo de Washington criticou Pequim pelo atraso nas conversas. Após a última rodada de negociações, deprime-se as expectativas de trégua no conflito comercial: os EUA impuseram nova taxação de 10% sobre USD 300 bilhões de produtos importados da China, e pelo lado de Pequim, o Banco do Povo da China deu aval à nova desvalorização do yuan nesta segunda-feira (05), com o intuito de amenizar os impactos das barreiras impostas pelos yankees.

No mesmo dia, o Departamento do Tesouro dos EUA acusou a China de manipular sua moeda, e torna evidente a rápida deterioração sofrida na relação entre as potências, ampliando os receios com relação aos impactos sobre os fluxos de comércio e, consequentemente, sobre o crescimento econômico global.

Além do aperto exercido pelas desvalorizações do petróleo, a nafta europeia encontra outros dois fatores de pressão: o elevado estoque (gasolina e nafta) e a competição direta com o propileno. Na sexta-feira (02), os estoques combinados de gasolina e nafta nos portos de ARA eram avaliados em 1,448 milhão de toneladas, volume que se aproxima das máximas dos últimos cinco anos, e alcança patamar 14,4% superior à média do período.

No tocante ao propano em Mt Belvieu, o insumo é avaliado em USD 18,84/bbl e acumula retração de 9,34% no período. Assim, diante da desvalorização mais intensa que aquela sofrida pela nafta, a relação de preço entre os insumos amplia-se para 2,84 vezes, e mantém o propano mais atrativo à indústria petroquímica.

Por seu turno, o gás natural dá continuidade à sua tendência de desaceleração. Na quinzena, o benchmark Henry Hub soma retração de 5,78% para USD 2,12/mmbtu, e além de derrubar consigo os preços do propano, também o faz com o etano, o qual apresentou redução de 23% na quinzena, para USc 12,5/gal.

Facebook
Google+
Twitter
LinkedIn

Veja também

Teste já!

Experimente nossa plataforma de relatórios gratuitamente

Relatórios periódicos aprofundados

Produzimos mais de 300 relatórios mensais de acompanhamento dos principais mercados globais de commodities. Veja alguns exemplos:

Para quais mercados você deseja receber notificações?*

Açúcar & EtanolAlgodãoCacauCâmbioEnergiaFertilizantesMilhoSojaTrigoPecuáriaCafé

Como ficou sabendo de nós?*

FacebookLinkedInWhatsAppIndicaçãoGoogleOutrosNewsletter

*Campos obrigatórios