Leonardo Rossetti

Leonardo Rossetti

Formado em Ciências Econômicas pela UNICAMP, trabalha desde 2019 na Inteligência de Mercado da StoneX do Brasil, atuando nas análises sobre os mercados de café, cacau, câmbio e macroeconomia.
Este texto teve a colaboração de Vitor Andrioli..

Dólar fecha semana em alta de 1,4%

Cautela por decisões dos bancos centrais brasileiro e americano na próxima semana impulsionaram a divisa

O dólar encerrou em forte alta nesta sexta-feira (11), com os agentes acompanhando o fortalecimento da divisa no exterior em um pregão de variações mais intensas, depois de uma semana marcada por volatilidade reduzida. Parte dos investidores globais aguardavam com cautela os dados de inflação nos Estados Unidos e a reunião do Comitê de Política Monetária (FOMC) do Federal Reserve na próxima quarta-feira (16), para voltarem a tomar novas posições. O par real/dólar terminou o dia cotado a R$ 5,121, em alta diária de 1,1%.

A semana foi de ajustes para o dólar no mercado cambial brasileiro, que após acumular queda de 5,8% nas duas semanas anteriores, quando recuou de R$ 5,36 para R$ 5,05, encerrou com variação positiva de 1,4% em relação a sexta-feira passada (4). Os primeiros pregões da próxima semana tendem a serem mais laterais, enquanto o mercado aguarda por novidades nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do FOMC, que serão fundamentais para a formação das expectativas dos agentes para semanas seguintes.

O IBGE divulgou nesta manhã a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de abril, que indicou um crescimento de 0,7% no volume de serviços prestados frente o mês anterior, quando foi registrado uma retração de 3,1%. O resultado veio acima das estimativas do mercado, que projetava alta de 0,6%, mas continua 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020. O desempenho nos 4 primeiros meses do ano chegou a um crescimento de 3,7%, com o acumulado dos 12 meses apontando queda de 5,4%.

Dólar à vista – Intraday (10 minutos)

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. Elaboração: INTL FCStone.

Das 5 atividades analisadas, apenas duas contribuíram para a alta, com o avanço em informação e comunicação (2,5%) e serviços prestados às famílias (9,3%),o segundo impulsionado pela redução das medidas restritivas e aumento da circulação de pessoas em relação a março. Por outro lado, serviços profissionais e complementares (-0,6%) e outros serviços (-0,9%) marcaram desempenho negativo, enquanto transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,0%) seguiu em estabilidade, depois de ter recuado 3,1% no mês anterior.

Em relação a abril de 2020, o volume dos serviços prestados marcou forte alta de 19,8%, devido à fraca base comparativa, quando a economia brasileira enfrentava seu pior momento com as medidas restritivas no enfrentamento à pandemia da Covid-19. A principal contribuição positiva neste quesito veio de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, atividade mais afetada no período pela forte queda na circulação de pessoas, com avanço de 30,7% no comparativo anual.

O resultado levemente acima das projeções no setor de serviços em abril, assim como a alta significativamente maior que o esperado para o varejo divulgada na terça-feira (8), agregam ao cenário de perspectivas mais positivas para a economia brasileira em 2021 que vem sendo construído nas últimas semanas. Tais informações serão de grande relevância para o panorama que será analisado pelo Copom em reunião na próxima semana, que deve realizar novo ajuste de 0,75 p.p. na taxa Selic e dar sinais de continuidade de uma política monetária com viés contracionista.

No exterior, o dólar se fortaleceu em relação aos seus pares de outras economias avançadas, registrando alta diária de 0,4% e 0,5% frente a libra esterlina o euro, com a moeda comum europeia encerrando em seu menor patamar em quase um mês. Após as declarações da presidente do Banco Central Europeu (BCE) na véspera, Christine Lagarde, reafirmando que a inflação na zona do euro é temporária, e que a autoridade monetária não planeja reduzir o atual nível de estímulos monetários tão cedo, os agentes optaram por elevar sua demanda pela segurança e liquidez do dólar, diante das dúvidas sobre se o Federal Reserve manterá postura semelhante. O dollar index terminou o dia com alta de 0,5%, cotado a 90,5 pontos, em avanço semanal de 0,4%.

 

 

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