Fernando Maximiliano

Fernando Maximiliano

Engenheiro Agrônomo formado pelo Instituto Federal do Espírito Santo. Participante do Brazilian Scientific Mobility Program (BSMP) na Oregon State University, Estados Unidos. Possui experiência em pesquisa e análise de mercado. Trabalha na divisão de Inteligência de Mercado da StoneX do Brasil com foco em Café.

A chegada das chuvas no Brasil amenizaram as preocupações dos participantes com relação a produção brasileira, já a demanda continua incerta em meio a pandemia da Covid-19

Depois de terminar a semana anterior com os preços de café em recuperação no mercado internacional, as cotações da commodity terminaram a semana com resultados mistos em meio as incertezas ligadas à demanda de café e o clima nas regiões produtoras de café no Brasil. De qualquer forma, o sentimento de ampla oferta em 2020/21, resultado de uma grande safra no Brasil e uma demanda debilitada, continua preocupando os agentes.

No terminal de Nova Iorque, o vencimento mais ativo, de dezembro, terminou a última sexta-feira (16) com fortes perdas, cotado a US₵ 107,25/lb, com uma queda semanal de 430 pontos (3,85%).

Na contramão do que foi observado no mercado de arábica, o vencimento mais ativo da variedade robusta apresentou importantes ganhos e terminou a última sexta-feira (16) cotado a USD 1.273/ton, um ganho de USD 13 (1,03%) na semana.

Do ponto de vista fundamental, o mercado de café permanece inalterado, com o sentimento de ampla oferta predominando o mercado em Nova Iorque. Esse cenário é sustentando pela grande produção no Brasil em 2020/21, que é agravada pelos efeitos da pandemia, que gera incertezas com relação a demanda.

No dia 15, a Green Coffee Association divulgou os dados dos estoques de café nos portos americanos. Segundo os dados da organização, os estoques caíram mais de 340 mil sacas (5,1%) em setembro para um total de 6,4 milhões de sacas, se comparado com o mês de agosto. Além disso, o volume observado em setembro é 12,9% menor que o observado em setembro de 2019.

Apesar da forte queda nos estoques, essa queda não está ligada a um grande aumento no consumo, mas sim a uma redução nas importações americanas de café. Os dados de importações de café dos EUA para o mês de setembro ainda não foram divulgados, mas o acumulado até o mês de agosto mostra que os EUA apresentaram queda de 12,7% nas importações de café em 2020.

De qualquer forma, ainda existe uma grande incerteza com relação ao consumo de café em meio a pandemia da Covid-19. O surgimento de novos casos em alguns países na Europa em nos Estados Unidos preocupa os agentes. A imposição de novas medidas restritivas poderiam afetar mais ainda o consumo da bebida, impactando principalmente o consumo fora de casa.

Para o mercado de café robusta, o foco passou a ser o clima no Vietnã. Dados climáticos tem indicado altos volumes pluviométricos no país, como resultado dos efeitos do La Niña. Até o momento, as chuvas foram consideradas benéficas para o desenvolvimento da produção. No entanto, a extensão desse período chuvoso pode trazer problemas para a colheita no país, já que a colheita deve começar em meados de novembro.

O clima também é foco dos participantes do mercado no Brasil. Segundo fontes familiares com o tema, o tempo seco visto no fim de setembro e no início de outubro deve afetar a produção, porém ainda é muito cedo para estimar o tamanho do impacto. No entanto, o país tem apresentado melhora nas condições climáticas. As regiões produtoras receberam volumes importantes de chuva durante a semana passada, e os modelos de previsão continuam apontando para um clima mais úmido nos próximos dias. Ademais, estas previsões devem ser monitoradas.

Fernando Maximiliano

Engenheiro Agrônomo formado pelo Instituto Federal do Espírito Santo. Participante do Brazilian Scientific Mobility Program (BSMP) na Oregon State University, Estados Unidos. Possui experiência em pesquisa e análise de mercado. Trabalha na divisão de Inteligência de Mercado da StoneX do Brasil com foco em Café.

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