Vendas da indústria de chocolate para a Páscoa 2017 podem crescer até 10%

Após um sabor amargo deixado pela Páscoa de 2016, empresas fabricantes de chocolates — representadas pela Associação de Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) — estão mais otimistas com o principal feriado para o setor neste ano, projetando que as vendas podem ficar estáveis ou então apresentar um crescimento nominal de até 10% nesta Páscoa. Fabricantes de chocolates explicitaram que haverá diminuição do número de produtos no portfólio das marcas para este ano, o que deve enxugar custos, focando principalmente em produtos cujos preços serão menores, buscando alcançar os consumidores mais atentos às etiquetas. Destaca-se que tal incremento nas vendas, projetado entre 0 e 10% pelos representantes da Abicab, é resultante de um aumento dos preços do chocolate e não de uma recuperação do consumo, nem de um aumento na produção.

Produção de chocolate para a Páscoa no Brasil (mil t)

- Produção de chocolate para a Páscoa no Brasil

Fonte: Abicab, INTL FCStone

Segundo os dados de inflação do IBGE, nos últimos 12 meses, o preço do chocolate no varejo avançou 17,2%. As empresas estimam que no atacado o incremento foi em torno de 10% – menor, mas ainda significativo em um período em que o IPCA avançou somente 4,8%.

Apesar dos preços mais altos, a data mais tardia do feriado — 16 de abril neste ano, em relação à 27 de março em 2016 — possibilita que o consumidor tenha mais tempo hábil para se planejar. “O feriado ocorrerá após passado o primeiro trimestre do ano, quando as pessoas usualmente possuem despesas como IPVA, matrículas e materiais escolares e débitos das festas de fim de ano para saldar”, lembra o economista Fábio Rezende, da consultoria INTL FCStone. Em termos de volume, a consultoria calcula que neste ano haverá uma queda na produção de chocolate para páscoa de 14,3 mil t em 2016 para número entre 13 mil t e 14,3 mil t no ano atual.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) está mais pessimista do que a Abicab: em entrevista à mídia, um representante da Associação apontou projeção de queda de 7,7% nas vendas de produtos relacionados à festividade. No ano passado, já houve queda de 5%.

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