Fábio Rezende

Fábio Rezende

Possui graduação em Ciências Econômicas e especialização em Finanças Corporativas pela UNICAMP. Trabalha na divisão de Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2014.

Fundos voltam a ficar vendidos em meio a sentimento baixista

A queda livre dos preços do cacau foi interrompida nos últimos pregões, embora os futuros ainda tenham apresentado queda na semana, totalizando cinco períodos consecutivos de variação negativa. A tela de março/18 encerrou a sexta-feira cotada a USD 1877/t em Nova York (ICE) e GBP 1423/t em Londres (ICE Europe), com quedas semanais de 0,6% e 0,2%, respectivamente.

Os contratos de dezembro/17 expiraram após o pregão de terça-feira (12/12). Não haverá entrega em Nova York, porém em Londres, a tela apresentava uma posição aberta de 1.498 lotes, o que resultará em uma entrega de 14.980 toneladas de cacau. Desse volume, a maior parte terá como origem Camarões (13.700 t), e o restante, de outros países da África Ocidental e do Equador.

A dinâmica do preço do cacau esteve novamente relacionada com o sentimento dos investidores em relação às commodities. O índice de commodities CRB recuou 0,2% na semana, com a reforma tributária e o aumento da taxa de juros dos Estados Unidos atraindo esses agentes para outros ativos, como ações e títulos. O cenário de oferta e demanda do cacau segue sem novos desenvolvimentos. As perspectivas são de crescimento considerável do consumo em 2017/18, tendo em vista as elevadas margens de processamento. Enquanto à produção, deve-se registrar uma queda em relação à safra passada recorde, porém ainda o suficiente para gerar um saldo superavitário no balanço de oferta e demanda global.

A depender do crescimento da demanda, a relação estoque-consumo pode cair apesar do aumento dos estoques, o que tende a ser altista aos preços. Todavia, as atuais expectativas do mercado não apontam para isso, deixando pouco espaço para uma recuperação substancial das cotações.

Posição dos fundos

Entre os pregões de 05/12 e 12/12, segundo o último boletim do CFTC, os fundos especulativos aumentaram sua posição vendida em 13.339 lotes, para 83.495 contratos, o maior valor desde o início de outubro. Os fundos também estenderam sua posição comprada, em 1.177 contratos, para 78.067. Portanto, o saldo dos especuladores se tornou novamente vendido, após 6 semanas comprado, em 5.428 lotes.

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