Jaine Gomes

Jaine Gomes

Graduanda em Ciências Econômicas pela UNICAMP. Integra o time da Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2019 nos mercados de Energia, Fertilizantes e Cacau.

EUA e Costa do Marfim discutem possível interrupções das importações de cacau marfinense

Na terça-feira (06) membros do governo da Costa do Marfim e dos Estados Unidos se reuniram para discutir questões relativas à possível interrupção das compras dos EUA do cacau proveniente da Costa do Marfim, em função das acusações de trabalho infantil.

Em julho, a proposta de interrupção das importações do cacau da Costa do Marfim foi levantada por dois senadores estadunidenses. Segundo os políticos, haveriam evidências irrefutáveis de que a produção marfinense se ancorava na exploração de mão de obra infantil e, portanto, a entrada destes produtos deveria ser barrada nos portos dos EUA.

Ao longo do encontro, a primeira-dama da Costa do Marfim, Dominique Ouattara, afirmou que a medida seria maléfica às práticas que o país já vem desenvolvendo, e puniria financeiramente toda a indústria do cacau na Costa do Marfim.

De acordo com projeções da ICCO, durante a safra corrente, a Costa do Marfim será responsável por fornecer cerca de 45% da produção global de cacau, enquanto que a demanda dos EUA, deve corresponder a aproximadamente 8% da moagem mundial na temporada 2018/19. Deste modo, diante das proporções correspondentes a cada um dos mercados no balanço de oferta e demanda, verifica-se que o boicote estadunidense sobre a produção da Costa do Marfim não gera um impacto tão massivo, contudo, caso a ação seja endossada por demais nações, o efeito pode ser maior.

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