Gabriela Fontanari

Gabriela Fontanari

Graduada em Relações Internacionais pela FACAMP, está concluindo sua bidiplomação em Economia pela mesma instituição. Integra o time da Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2017 nos mercados de Fertilizantes, Algodão e Pecuária.

Tensões comerciais e Wall Street pressionam cotações

A terça-feira (27) voltou a ser marcada por volatilidade das cotações de algodão em Nova York. Seguindo a abertura em alta dos índices acionários de Wall Street após Donald Trump ter declarado que as conversas realizadas durante cúpula do G7 terem sido muito produtivas, o contrato de Dezembro/19 da pluma chegou a registrar ganhos de 167 pontos (US¢ 59,49/lb).

No entanto, a declaração do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China de que as negociações comerciais se encontram estagnadas, e reafirmou que o governo do gigante asiático espera que a liderança norte-americana promova um quadro favorável para futuras conversas. Neste sentido, as incertezas orbitando as relações sino-americanas pesaram sobre os mercados.

Em Wall Street, os principais índices acionários encerraram em campo negativo após a curva de rendimentos dos Tesouro dos Estados Unidos apresentar inversão novamente. O arrefecimento do sentimento otimista observado pela manhã atingiu em especial as ações do setor financeiro — estes pressionados, também, pelas incertezas comerciais.

Ao final do pregão, o CTZ9 era cotado a US¢ 57,92/lb, representando um avanço de 0,17% no intradia. A despeito dos encerramentos laterais, a trajetória do vencimento na sessão da segunda-feira (26), rompendo o nível de suporte do curto prazo, levou este último a ser encontrado agora em US¢ 56,59/lb. A resistência, por sua vez, permanece inalterada em US¢ 62,25/lb.

Ainda nos Estados Unidos, a Agência Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), identificou a formação de uma tempestade tropical ao sudeste de Porto Rico. O fenômeno climático, nomeado Dorian, deve fazer passagem rápida pelo Caribe antes de atingir a costa da Flórida entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro (próximo sábado e domingo).

Contudo, não se sabe ainda o volume de chuvas e a intensidade com a qual Dorian chegará aos EUA. Não obstante, a tempestade tropical pode levar maior volume de precipitação ao Sudeste, inclusive a Georgia, segundo maior estado cotonicultor norte-americano, podendo amenizar o quadro de seca registrado em algumas áreas cotonicultoras georgianas.

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