Gabriela Fontanari

Gabriela Fontanari

Graduada em Relações Internacionais pela FACAMP, está concluindo sua bidiplomação em Economia pela mesma instituição. Integra o time da Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2017 nos mercados de Fertilizantes, Algodão e Pecuária.

Mercado | Maior competição no mercado internacional pode limitar alta decorrente de acordo comercial

A notícia da conclusão da Fase Um do acordo comercial entre Estados Unidos e China influenciou a trajetória dos contratos das commodities agrícolas nesta segunda-feira (16). O otimismo desencadeou um sentimento favorável para o posicionamento dos agentes em mercados considerados mais voláteis, corroborando para ganhos, também, nas telas de algodão.

No tocante às cotações da pluma, o Março/20 negociou em campo positivo durante parcela significativa da manhã. Entretanto, perdeu força ao longo do dia, antes de novamente se fortalecer, próximo do encerramento. O vencimento mais volumoso era cotado a US¢ 66,97/libra-peso no fechamento, representando avanço de 0,25% no intradia e negociação dentro de uma faixa estreita.

A trajetória em ambos os campos do espectro sinaliza a falta de direcionamento único do mercado, mediante às incertezas que ainda orbitam o acordo comercial sino-americano.

Os poucos detalhes divulgados acerca do documento da Fase Um, que ainda carece de assinatura — logo, está vulnerável à mudança no posicionamento dos governos envolvidos —, afirmam uma intensificação do fluxo de importações de produtos agrícolas norte-americanos pela China. Contudo, diante da conjuntura doméstica chinesa, de crise da Peste Suína, e a possibilidade de incremento nos carregamentos de grãos e carne de porco, como prioridade no primeiro momento, as exportações de algodão dos Estados Unidos podem não ser beneficiadas de maneira expressiva no curto prazo.

Relembramos, ainda, a maior competição da pluma norte-americana com fardos de outros players internacionais, estes que ganharam espaço nos últimos dois anos do embate comercial sino-americano, como é o caso do Brasil. Reflexo disso, um relatório do USDA apontou uma intensificação dos carregamentos brasileiros para países consumidores consagrados da pluma norte-americana, como Vietnã e Bangladesh, além da China.

Ademais, a Reserva Estatal da China confirmou, no último semestre, sua intenção de recompor seus estoques domésticos de algodão, e assim o tem feito nos últimos meses. Dados oficiais revelaram a aquisição de aproximadamente 200 mil toneladas de pluma brasileira em outubro para tal fim, e, o acumulado das importações chineses entre agosto e novembro (início do calendário-safra) consolidam o Brasil como segundo principal fornecedor até de algodão à China em 2019/20, ficando atrás apenas da Austrália, esta que continua direcionado sua menor produção e estoques ao vizinho asiático.

Neste contexto, apesar de notícias relacionadas ao acordo comercial sino-americano desencadearem movimentações significativas em Nova York, um quadro mais favorável às exportações norte-americanas ainda precisa se concretizar para um fortalecimento, e posterior manutenção do patamar altista, das cotações da pluma em Nova York.

 

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