Exportações brasileiras de algodão continuam acima dos anos anteriores

Embora o ritmo de embarques tenha se reduzido bastante, quase 45% do volume total estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2016 já foi atingido. “Como o pico das exportações ocorre entre agosto e dezembro, é possível estimarmos que o volume tende a superar as estimativas até o final do ano, a menos que os preços no mercado interno convençam os vendedores a inverter essa tendência”, afirma Éder Silveira, consultor em gerenciamento de riscos da INTL FCStone.

Produção enxuta

topico_40756_www-agron-com-br_2342_area-de-algodao-vai-crescer-8-em-201415-no-brasilNa semana anterior a consultoria havia estimado a safra brasileira de algodão em 1,271 milhões de toneladas, número 11,73% menor do que o previsto pela Conab. Em evento realizado pela INTL FCStone em São Paulo, no último dia 31, Éder Silveira reforçou os impactos climáticos desfavoráveis ao ciclo recorrente, que deve prejudicar as principais praças produtoras. “O cenário é desconfortável para quem precisa consumir algodão”, alertou, durante a palestra ‘Algodão: Administrando a Volatilidade dos Preços’.

O levantamento feito pela empresa no Piauí apontou uma queda de 50% nas expectativas de colheita. Já o Maranhão, que tem uma safra concentrada em poucos produtores, conforme pesquisa teve uma menor influência da falta de chuvas do que as demais regiões do Nordeste. “Na Bahia projeta-se uma redução na produtividade do algodão tanto em caroço, como também no percentual de rendimento de fibra”, afirmou Silveira._DSC0738 - Copia

Em nota, a INTL FCStone explicou que, no Mato Grosso do Sul, observa-se um déficit hídrico comprometedor e uma previsão de chuvas num período em que já se tem capulhos abertos, principalmente na região Noroeste do estado. “O que eu fico preocupado é que aumenta o período de chuvas num momento em que o algodão costuma abrir. Quer dizer, as chuvas vêm numa hora que não ajuda mais a produção, e inclusive comprometem a qualidade do algodão”, reforçou o consultor durante evento.

Já para o Mato Grosso, a consultoria espera uma redução de 15% na média geral do estado, levando em consideração diferentes situações nas diversas microrregiões produtoras do estado. “Na safra de grãos, há muita irregularidade em Sinop, por exemplo. Mas com o algodão não é diferente. As chuvas foram abaixo da média e o déficit hídrico tende a se intensificar, prejudicando o potencial produtivo”, resume.

Fonte: Comunicação INTL FCStone / Carolina.Barboza@intlfcstone.com

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