Gabriela Fontanari

Gabriela Fontanari

Graduada em Relações Internacionais pela FACAMP, está concluindo sua bidiplomação em Economia pela mesma instituição. Integra o time da Inteligência de Mercado da INTL FCStone do Brasil desde 2017 nos mercados de Fertilizantes, Algodão e Pecuária.

Com finalização da colheita, produção do Mato Grosso do Sul deve avançar 16%

Produtividade média elevada corrobora para otimismo dentre cotonicultores

O mês de setembro marca o encerramento da colheita da safra 2017/18 de algodão nos principais estados produtores. No Mato Grosso do Sul, cerca de 86,4% dos 30.450 hectares plantados haviam sido colhidos até a última semana de agosto. A colheita deve concluir com a finalização da colheita das regiões Norte e Nordeste, na primeira quinzena de setembro, enquanto as propriedades da região Centro-Sul retiram as soqueiras das plantações para o período de vazio sanitário.

Os municípios das regiões Norte e Nordeste, responsáveis por cerca de 93,3% da área plantada no MS em 2017/18, concluíram 85,4% de sua colheita, aproximadamente. De acordo com a Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul), os agricultores devem finalizar a colheita até 15 de setembro, data que marca o início do período de vazio sanitário da região, que deve se estender até 30 de novembro. A retirada da soqueira e a limpeza dos campos visa auxiliar no combate do bicudo-do-algodoeiro, praga recorrente nas safras de algodão do estado.

Devido à janela de plantio e ao calendário de safra mais adiantados, a região Centro-Sul concluiu sua colheita no início do mês de agosto. Os produtores locais atualmente realizam a retirada química das soqueiras, e colocam armadilhas para o manejo pré-safra do bicudo, aproveitando-se da janela de vazio sanitário que dura até 15 de outubro.

A despeito da maior incidência da praga em algumas regiões do estado, a Associação afirmou que a falta de chuvas durante o mês de abril e as variações mais bruscas nas temperaturas durante as etapas de desenvolvimento reprodutivo dos algodoeiros foram os principais fatores que influenciaram a produtividade da safra. Contudo, os rendimentos das lavouras têm se apresentado acima das expectativas.

Os rendimentos atualmente registrados para a 1ª safra são de 1.913 kg de pluma por hectare, enquanto a safrinha apresenta uma produtividade de 1.462,5 kg/ha. De tal forma, os rendimentos médios do MS são de 1.872,6 kg/ha, equivalente a um avanço de 5% perante os 1.784 kg/ha observados na safra 2016/17.

De tal forma, caso mantidos os atuais níveis de produtividade, a produção do estado deve totalizar 57,02 mil toneladas de algodão em pluma. Caso confirmado, representaria um avanço de 16% frente ao ano-safra imediatamente anterior, corroborando para o sentimento otimista entre cotonicultores, que, de acordo com a Ampasul, já pretendem expandir a área plantada em 2018/19, com a entrada de novos produtores no estado.

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