Safra global 2016/17 de açúcar deve fechar em déficit menor, em 5,3 mi ton

Com uma expectativa de produção global (2016/17) de açúcar maior e demanda mais fraca, a INTL FCStone diminuiu sua estimativa de déficit para 5,3 milhões de toneladas, contra 8,1 milhões de toneladas estimadas anteriormente.

Pelo lado da oferta, a consultoria aumentou a produção global do adoçante para 177,8 milhões de toneladas, o que representou avanço de ,1% na comparação com 2015/16.

Um dos fatores a puxar esse aumento foi Paquistão, terceiro maior país produtor da Ásia e que apresentou um ano extremamente atípico, com aumento de 39,1% na produção, que superou pela primeira vez a marca de 7 milhões de toneladas (valor branco).

Outro importante produtor asiático que registrou resultado melhor do que o esperado foi a Tailândia. “Além dos incrementos já esperados na área e produtividade agrícola, a produção do país se beneficiou de taxa de recuperação maior do que a projetada inicialmente”, explica o analista de mercado do grupo, João Paulo Botelho. De acordo com os cálculos, a produção no país ficou em 10,58 milhões de toneladas, 5,5% acima de 2015/16.

Na principal região produtora do mundo, o Centro-Sul brasileiro, a produção também superou as estimativas anteriores, levando a INTL FCStone a revisar sua projeção para o total da safra corrente para 35,5 milhões de toneladas.

Por outro lado, as produções da China, Estados Unidos, México e Norte/Nordeste brasileiro apresentaram retração. No caso deste último, o clima adverso e a idade avançada dos canaviais levaram a forte redução na produtividade agrícola e, consequentemente, na disponibilidade de matéria-prima.

Já pelo lado da demanda, a mudança foi inversa. A INTL FCStone reduziu sua estimativa de demanda global por açúcar na safra 2016/17 para 183,1 milhões de toneladas.

Com preços internacionais elevados durante grande parte da safra, indústrias de alimentos e bebidas de importantes países consumidores — principalmente no mundo emergente — direcionaram a demanda para adoçantes de alta intensidade, principalmente na China.

Além disso, as cotações locais em muitos países se mantiveram em patamares ainda mais elevados que os internacionais em grandes consumidores, como China e Índia, o que incentivou queda ainda maior na procura.

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