INTL FCStone visita segunda maior usina açucareira da Tailândia

No terceiro dia de atividades da viagem à Tailândia, foi realizada visita à usina de Suphan Buri do grupo Tailandês Mitr Phol. A unidade é a maior do grupo, com capacidade de moagem de 49 mil toneladas por dia, alcançando 5,2 milhões de toneladas por ano, fazendo desta a segunda maior usina do país. O grupo, por sua vez, atua em quatro nações e é o maior produtor de açúcar do Hemisfério Oriental, normalmente figurando entre a 2ª e a 4ª posições entre os maiores do mundo.

João Paulo Botelho, Analista de Inteligência de Mercado da INTL FCStone,
e engenheiros da usina Mitr Phol

No caminho até a usina foi feita parada em área próxima na qual estava sendo realizada colheita, embora esta fosse destinada para outra usina da região. A colheita se dava na maneira que hoje é a mais comum no país, com corte e carrego manual da cana, que havia sido previamente queimada.

Após a chegada à usina foi realizada reunião com uma série de engenheiros que trabalham na mesma, apresentando os setores da usina e seus produtos. Usando açúcar bruto produzido na própria fábrica e também em outras unidades do grupo, a unidade visitada produz açúcar super refinado (cor <20 ICUMSA), refinado (cor <40 I.) e branco (cor <100 I.), que totalizam 6,65 mil toneladas por dia.

A usina também produz 600 toneladas por dia de xarope de açúcar e 200 mil ton/dia de açúcar líquido invertido. Parte do xarope é vendida com saborizantes e a empresa ainda produz outras formas de açúcares especiais, como pode ser visto na descrição das fotos.

Além das várias versões do açúcar, a usina também produz 33,6 m³ por dia de etanol, tanto para combustível (99,5% de graduação alcoólica) e para uso industrial (95%). Para isso, a empresa usa melaços resultantes da produção do açúcar no local, além de melaços trazidos de outras unidades da empresa. Devido à capacidade de armazenagem desta matéria-prima, a destilaria pode operar durante a maior parte do ano, não apenas na época de colheita de cana, totalizando assim capacidade de 8 mil m³/ano.

Além disso, a planta visitada tem capacidade de cogeração de 68 MW e produz fertilizantes que são vendidos para agricultores locais a partir da vinhaça e da torta de filtro.

Entre os tópicos discutidos na reunião dentro da usina podemos destacar a questão da organização da logística e da recepção da cana. O fornecedores de pequeno porte (área menor que 8 hectares) se organizam em grupos para ordenar a colheita e entrega de cana em coordenação com a usina, enquanto os médios e grandes se comunicam diretamente com a mesma.

Mesmo com esta forma de organização, a eficiência na recepção de cana continua sendo um dos principais desafios nas usinas do país. Na unidade visitada, a fila de caminhões no pico de safra chega a alcançar 1.000 veículos. Com isso, as empresas normalmente trabalham com a meta de que a cana seja moída em até 36 horas após a colheita, tempo que é maior do que o praticado em outros países produtores de açúcar e pode ter efeitos negativos sobre a recuperação de açúcar.

Como 72% dos fornecedores da usina são considerados pequenos (área menor que 8 hectares), estes produtores normalmente entregam sua cana em centrais de recolhimento operadas pela usina nas cinco províncias das quais a mesma recebe sua matéria-prima. Nestas centrais, a cana é transbordada dos pequenos caminhões e caminhonetes usados pelos produtores para caminhões de maior porte e bitrens da usina.

Campos de arroz no caminho para Bangkok

Na volta para Bangkok foi possível ver muitos campos de arroz, que é a principal cultura da Tailândia e a que mais divide as atenções dos produtores da região central do país com a cana. As duas culturas precisam de grandes volumes de água para se desenvolver, mas os produtores desta região do país usam métodos diferentes para garantir o fornecimento. Enquanto a produção de arroz ocorre majoritariamente em áreas alagadas, a produção de cana normalmente é feita usando irrigação por gotejamento.

Amanhã, será realizada visita ao porto de Laem Chabang, o maior do país e por onde sai a maior parte do açúcar exportado pelas usinas da Tailândia. No final da tarde, também será realizada reunião no escritório de Bangkok da Mitr Phol.

 

 

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