Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.

Geada afeta canaviais da microrregião de Frutal

Efeito climático impacta cana de pouca idade; consequências ainda serão avaliadas nos próximos dias

 

Os impactos da geada têm se mostrado mais expressivos nas lavouras de cana-de-açúcar da microrregião de Frutal em relação às lavouras do estado de São Paulo, visitadas na segunda-feira (08). “Os efeitos do fenômeno foram majoritariamente observados em áreas cultivadas com cana de pouca idade, nas quais houve morte das soqueiras”, explica o analista de mercado da INTL FCStone, Matheus Costa, que viaja a campo no I Giro de Safra INTL FCStone – Cana-de-Açúcar.

+ Leia também: Canaviais da mesorregião de São José do Rio Preto registram boas perspectivas

Costa explica que os talhões com 2 a 3 meses afetados pelas geadas têm sido roçados a fim de permitir a rebrota da cultura. “Em termos práticos, este cenário pode cobrar preço sobre o rendimento agrícola na temporada 2020/21, uma vez que esses canaviais terão menos tempo para se desenvolverem e maturarem até a próxima colheita”, avalia.
Para as canas em estádios mais desenvolvidos, agentes comentam que os sinais devem aparecer no decorrer dos próximos dias, mas o sentimento é de que a produtividade também seja negativamente impactada – no que diz respeito ao ciclo corrente.
Era esperado ganho de aproximadamente 5% no rendimento das lavouras. Apesar do clima mais seco em dezembro/18 e janeiro/19, agentes comentaram que a menor incidência de pragas de difícil controle no período contrabalanceou – ainda que parcialmente – o efeito da estiagem.
Um dos exemplos é a cigarrinha (Mahanarva fimbriolata). O ataque da praga, cuja ocorrência é maior em períodos úmidos, resulta em maior teor de fibras na cana, de colmos mortos e, de forma indireta, amplia as dificuldades em retirar açúcar. Com menores precipitações, há a morte das ninfas e os impactos sobre os canaviais são mais limitados. Ademais, é preciso lembrar que as chuvas observadas a partir de fevereiro foram benéficas aos campos.
Entretanto, a depender da severidade dos efeitos da geada, agentes comentam que a produtividade média do ciclo pode reduzida aos níveis observados no ciclo 2018/19.
Destaca-se que, nesta parte do Triângulo Mineiro, o mix produtivo das usinas também será mais alcooleiro em relação ao ano passado – com alguns agentes falando em crescimento de 4 pontos percentuais. Embora a proporção varie bastante entre as unidades produtoras, a tendência tem se repetido ao longo das visitas nas principais áreas do Centro-Sul.

Texto escrito por Carolina Barboza, jornalista da INTL FCStone responsável pelo relacionamento com a Imprensa.
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